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PSD desafia PS a optar entre convite para reforma do Estado e "jogo de sedução" do BE

PSD desafia PS a optar entre convite para reforma do Estado e "jogo de sedução" do BE

O PSD desafiou, este domingo, o PS a decidir-se entre o convite "sério e patriótico" do Governo para a reforma do Estado e o "jogo de sedução" do Bloco de Esquerda.

Este domingo, em declarações aos jornalistas na sede do PSD/Porto, o vice-presidente da bancada parlamentar do PSD Carlos Abreu Amorim afirmou que o "Governo e a maioria fizeram um convite sério e patriótico ao líder da oposição" para que o PS participasse na "refundação da forma como Estado português está edificado" e que, primeiro, António José Seguro "disse que não, que talvez, foi ao Facebook e disse que sim e antes pelo contrário".

"Neste momento o PS tem que se decidir pelo convite sério, patriótico que o Governo e a maioria lhe fizeram ou se pelo contrário vai ceder perante o jogo de sedução que o Bloco de Esquerda lhe está a fazer neste momento e que nos parece ser uma solução completamente enviesada, contrária ao caminho da liberdade, da democracia, do euro, da responsabilidade e da credibilidade, que é aquilo que Portugal precisa", disse.

Segundo Carlos Abreu Amorim, é preciso "saber qual é a posição do PS", acrescentando ainda que sábado "o país todo assistiu a um exercício de acossamento do líder do PS por parte do Bloco de Esquerda".

"É preciso saber se António José Seguro prefere aliar-se e coligar-se, eventualmente, com um partido extremista e sem soluções para Portugal ou se prefere realizar um acordo de regime com a maioria para que Portugal não volte a cair nesta situação tremenda em que está neste momento", enfatizou.

Na opinião do social-democrata, "está toda a gente mais ou menos confusa e não apenas o PSD ou a maioria" com a posição do PS, considerando que esta não é "uma hora para hesitações nem para talvezes".

"O país precisa de respostas afirmativas, precisa de saber se esta classe política que neste momento tem a responsabilidade de ter nas suas mãos os destinos do país, está ou não à altura deste momento e desta hora decisiva", declarou.

Questionado sobre as críticas do Bloco de Esquerda ao atual Governo, Carlos Abreu Amorim respondeu que gostava que "para além das declarações mais ou menos avulsas que a liderança bicéfala do Bloco de Esquerda está neste momento a fazer, que se apontassem soluções, se apontassem alternativas".

"Ontem, de António José Seguro ouvi uma que me fez pasmar que foi a ideia de que é necessário que a televisão pública transmita jogos de futebol. Eu gosto muito de futebol. Agora, neste momento em que Portugal está, não julgo que esta seja a resposta que Portugal e os portugueses precisam", criticou.

O secretário-geral do PS acusou sábado o primeiro-ministro de ter convidado os socialistas para a reforma do Estado "em termos tais" que já sabia que eram "inaceitáveis" para o maior partido da oposição, numa mensagem no Facebook.

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