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Pedro Passos Coelho

PSD disponível para comissão de Ética sobre caso que envolve Passos

PSD disponível para comissão de Ética sobre caso que envolve Passos

O líder parlamentar do PSD disse, esta sexta-feira, que os sociais-democratas estão disponíveis para que a comissão de Ética trate as questões relacionadas com o regime em que Passos Coelho foi deputado e o tratamento dado a esse processo.

No debate quinzenal no parlamento, Luís Montenegro acusou também o secretário-geral do PS, António José Seguro, de, ao ter pedido que "vasculhem as contas bancárias" do atual primeiro-ministro, ter ultrapassado "os limites da decência da mais nobre atividade dos homens públicos, tratar e organizar a vida da comunidade".

"Eu podia até aqui invocar e lembrar que, ainda recentemente e propósito de processos internos do PS, foi invocado o sigilo bancário para não dar a militantes que assim o pediam elementos sobre as contas bancárias do PS sobre o pagamento de quotas", declarou Luís Montenegro.

Na sua intervenção, o presidente da bancada do PSD defendeu ainda que Pedro Passos Coelho "não é só um político íntegro e um primeiro-ministro íntegro, é o português mais preparado para assumir a liderança do Governo em Portugal".

Sobre o esclarecimento das matérias relacionadas com o mandato de deputado do atual primeiro-ministro, Montenegro afirmou: "Sobre as questões relativas ao exercício do mandato parlamentar, do respetivo regime e das várias possibilidades colocadas pelas várias alterações legais, já tive ocasião de dizer ontem e vou aqui reafirmá-lo que essa matéria pode merecer um tratamento da comissão que no parlamento trata do assunto dos mandatos parlamentares, a comissão de Ética".

"O PSD está disponível para que se faça todo esse enquadramento de uma forma geral mas também que se possa aflorar em sede de comissão de ética o tratamento dado ao processo do ex-deputado hoje primeiro-ministro Pedro Passos Coelho", declarou.

Montenegro insurgiu-se contra o que designou por "política da intriga e da insinuação" que "corroem a democracia".

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"Em democracia é censurável que alguém não cumpra a lei, mas é fraqueza não aceitar o escrutínio da lei das instituições e é maior fraqueza não aceitar o esclarecimento só porque a confusão dá jeito", afirmou.

"O que assistimos aqui hoje por parte do secretário-geral do PS ao pedir que se vasculhem as contas bancárias de um cidadão, ex-deputado e hoje primeiro-ministro, é na minha opinião ultrapassar os limites da decência da mais nobre atividade dos homens públicos, tratar e organizar a vida da comunidade", acrescentou.

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