Resgate financeiro

PSD diz que austeridade desenhada por Sócrates era maior que a atual

PSD diz que austeridade desenhada por Sócrates era maior que a atual

O PSD afirmou, esta quinta-feira, que a dose de austeridade desenhada pelo executivo de José Sócrates era maior do que a atual e sustentou que o atual Governo apenas pretendeu ir além da troika no plano das reformas estruturais.

Jorge Moreira da Silva assumiu esta posição no final da reunião que teve com a direção do PS e depois de confrontado pelos jornalistas com o teor de um documento do Fundo Monetário Internacional (FMI) em que assumia erros no que respeita à estratégia que adotou em relação à Grécia.

O coordenador da Comissão Política do PSD não se referiu à atuação do FMI nos países sob assistência financeira, mas pronunciou-se sobre a dose de austeridade aplicada em Portugal desde 2011 no âmbito do memorando da troika (Banco Central Europeu, Fundo Monetário Internacional e Comissão Europeia).

"A dose de austeridade desenhada pelo Governo do PS [no memorando da troika] era muito superior àquela que o atual Governo tem concretizado. Em duas negociações com a troika, este Governo conseguiu estender por dois anos metas orçamentais que tinham um prazo previsto apenas para três anos", sustentou o primeiro vice-presidente dos sociais-democratas.

Confrontado com a intenção referida pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, de ir além do memorando da troika, Jorge Moreira da Silva precisou o teor dessa declaração proferida, mas frisando que o atual Governo "nunca disse que queria ir além do memorando de entendimento [no cumprimento] nas metas orçamentais".

"Pelo contrário, o Governo ficou aquém do memorando de entendimento nas metas orçamentais, conseguiu ganhar dois anos adicionais para o cumprimento do défice, evitando que os portugueses fossem mais penalizados em função da recessão na União Europeia. O Governo pretendeu ir além da troika no que respeita às reformas estruturais, porque essas reformas são importantes para aumentar a competitividade do país e para valorizar os recursos humanos e o território", alegou.

Sobre a atuação do FMI na Grécia, Jorge Moreira da Silva apenas disse que o PSD entende que "a estratégia de cumprimento é importante para baixar os riscos inerentes à dívida e ao défice".

"É importante que Portugal tenha contas equilibradas para poder libertar recursos para a economia e para conquistar uma total liberdade de escolha política. A estratégia de cumprimento é a única que permite a Portugal explorar a flexibilidade do memorando de entendimento e o Governo, nas sucessivas avaliações, tem conseguido essa flexibilidade", defendeu.

De acordo com Jorge Moreira da Silva, na sequência das avaliações a Portugal, o Governo já conseguiu baixar os juros "em 800 milhões de euros".

"Ao mesmo tempo alongou em dois anos as metas do défice, para não penalizar tanto os portugueses, assim como dentro em breve deverão ser alongados os prazos de pagamento da dívida para melhorar as condições de financiamento da economia", acrescentou.

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