Política

PSD diz que ficou esclarecida "lisura" da condução dos processo de aquisição equipamentos

PSD diz que ficou esclarecida "lisura" da condução dos processo de aquisição equipamentos

O deputado social-democrata António Prôa considerou, esta sexta-feira, que a comissão de inquérito à aquisição de equipamentos militares esclareceu a "lisura" da condução dos processos e recusou as críticas da oposição à falta de "seriedade" do relatório preliminar.

"Há algumas conclusões que podemos já tirar: aquilo que esteve na base do pretexto para realizar esta comissão - um conjunto de insinuações e até acusações - comprovaram-se que não eram suportadas por factos, ficamos esclarecidos relativamente à lisura com que estes processos de aquisição de equipamento foram conduzidos", afirmou António Prôa, em declarações aos jornalistas no Parlamento.

Recusando as acusações da oposição ao relatório preliminar da comissão de inquérito, redigido pela deputada do PSD Mónica Ferro, António Prôa lembrou que as mais de 400 páginas do relatório estão disponíveis há poucas horas e que dificilmente alguém já terá conseguido ter tempo para o ler com a devida atenção.

António Prôa enfatizou, contudo, algumas das conclusões do relatório, que "reflete de forma global aquilo que se passou", e aponta para a inexistência de ilegalidades ou a adoção de soluções que tivessem prejudicado o Estado.

O deputado do PSD destacou igualmente o facto de durante os processos de aquisição de equipamentos militares, "grande parte do tempo e das decisões corresponderem a governos do PS".

O relatório preliminar da comissão parlamentar de inquérito às compras de material militar por Portugal conclui não existir "qualquer prova" ou "indício" de ilegalidades por parte dos "decisores políticos e militares nos concursos".

No documento a que a agência Lusa teve acesso, entregue com cerca de oito horas de atraso face ao prazo previsto devido a problemas informáticos na formatação do texto, lê-se que a Comissão Parlamentar de Inquérito aos Programas de Aquisição de Equipamentos Militares (aeronaves EH-101, P-3 Orion, C-295, F-16, torpedos, submarinos U-209 e blindados Pandur II) realizou "o mais exaustivo trabalho de audição, contraditório e recolha documental até hoje realizado na Assembleia da República" sobre o assunto.

"Dos trabalhos da comissão não se retirou qualquer prova ou sequer indício de cometimento de ilegalidades pelos decisores políticos e militares nos concursos analisados", atesta a deputada-relatora, a social-democrata Mónica Ferro, garantindo que "nenhum decisor político atual ou antigo ficou por ouvir" e que "nenhuma pergunta ficou por fazer".

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