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PSD diz que líder do PS está sob "grande pressão" interna

PSD diz que líder do PS está sob "grande pressão" interna

O porta-voz do PSD, Marco António Costa, desafiou, esta sexta-feira, o PS a "moderar" a linguagem durante a campanha, considerando que essa atitude deve-se às notícias que revelam que o líder da oposição está sob "grande pressão" interna.

"As notícias que têm saído ultimamente revelam que o líder da oposição está sob grande pressão interna, isso é um problema do PS, não é um problema nosso, não pode é essa pressão interna dentro do PS transformar numa espiral de linguagem demagógica, numa campanha eleitoral que tem que ser de responsabilidade", disse.

"Deixo aqui mais uma vez um desafio ao PS para que modere a linguagem, que não procure semear medos na sociedade portuguesa com o intuito de assustar os portugueses e com isso obter vantagens eleitorais", acrescentou.

Marco António Costa, que falava em Portalegre durante um encontro com apoiantes da candidatura da coligação PSD/CDS-PP, encabeçada pelo médico Jaime Azedo, apelou aos militantes do PSD para que "não respondam às provocações" e, acrescentou, "nem se deixem impressionar" pela linguagem vinda do maior partido da oposição.

Para Marco António Costa, que sublinhou ainda que o país "continua" após o dia 29 de setembro, recordou que continua a existir a "necessidade" de haver uma aproximação para alcançar "amplos" consensos que permitam à sociedade portuguesa encontrar políticas estáveis.

Sobre as medidas tomadas na área das aposentações da função pública, Marco António Costa lamentou que a oposição apresente as mesmas como se fossem para "todos" os pensionistas.

"Nós temos hoje em Portugal cerca de quatro milhões de pensionistas e o PS tenta passar esta imagem que são medidas que vão atingir os quatro milhões dos pensionistas, isto é falso e é preciso dizer que não vale assustar as pessoas", disse.

"O que está em causa é que esta é uma medida de convergência entre as pensões da administração pública e as pensões da segurança social e a convergência é só feita do lado das pensões da administração pública e o número de pessoas que vão ser afetadas por esta medida são menos de 10 por cento dos quatro milhões de pensionistas", explicou.

Sobre a requalificação da administração pública, Marco António Costa afirmou que foi com "espanto" que viu o PS, relativamente a "algo" que tinha "aprovado no passado", fazer um "escândalo" na praça pública como se "não tivessem nada a ver" com a linha política que foi seguida pelo atual Governo.

"O que nós fizemos foi modificar ligeiramente aquele que foi o programa de excedentários que o PS aprovou no passado", disse.

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