Política

PSD e CDS devem ter proposta "centrada e moderada" face a PS "a guinar à esquerda"

PSD e CDS devem ter proposta "centrada e moderada" face a PS "a guinar à esquerda"

O presidente do CDS-PP, Paulo Portas, defendeu esta quinta-feira que "os dois partidos da maioria" devem apresentar uma proposta política "centrada e moderada" para o país, face a um PS "indiscutivelmente a guinar para a esquerda".

As posições do líder centrista e vice-primeiro-ministro foram assumidas em Lisboa, numa sessão evocativa dos antigos primeiro-ministro Francisco Sá Carneiro e ministro da Defesa Adelino Amaro da Costa, que morreram na queda de um avião em Camarate a 4 de dezembro de 1980.

Com o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, na assistência, Paulo Portas começou por dizer que as eleições serão "na data constitucionalmente indicada" e que "os partidos tomarão as suas conversações e decisões em tempo oportuno", mas sustentou que PSD e CDS-PP devem ter "a ambição de alargar o espaço político, porque o país precisa de moderação, de realismo e de bom senso".

"Apresenta-se agora um PS indiscutivelmente a guinar para a esquerda, não sabemos se se trata de uma estratégia para captação dos votos à sua esquerda ou para a formação de alianças, mas há uma coisa que sabemos, quanto mais o PS virar à esquerda, mais a proposta que os dois partidos da maioria devem apresentar deve ser centrada, moderada", afirmou.

Segundo Portas, este posicionamento político é necessário "não apenas porque os países no essencial se governam de forma centrada", mas pela "própria ambição de alargar o espaço político, porque o país precisa de moderação, realismo e bom senso e não pode correr o risco de novas aventuras".

"Quanto mais o PS se limitar a dizer que quer virar a página, sem dizer para onde vai, como financia e que compromisso assume quanto a não repetir os erros de 2011, mais a nossa proposta enquanto partidos da maioria deve ser centrada no futuro, se o risco com os socialistas é o regresso a um passado que nos custou muito caro, o essencial do nosso trabalho deve ser dizer às pessoas o que queremos fazer num país que caminha passo a passo para uma situação de normalidade", acrescentou.