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PSD e CDS-PP nunca defenderiam aumento de impostos por vontade própria

PSD e CDS-PP nunca defenderiam aumento de impostos por vontade própria

O coordenador da direção social-democrata, Jorge Moreira da Silva, afirmou, esta terça-feira, que tanto o PSD como o CDS-PP, por vontade própria, nunca defenderiam aumentos de impostos, numa reação à recusa de mais impostos pelos democratas-cristãos.

Em declarações aos jornalistas, na sede nacional dos sociais-democratas, em Lisboa, Jorge Moreira da Silva começou por alegar que não podia comentar a recusa de mais impostos assumida, esta terça-feira, pelo deputado do CDS-PP Adolfo Mesquita Nunes perante os representantes da 'troika', no Parlamento, porque não tinha ouvido as suas declarações.

"Quer o PSD, quer o CDS, por vontade própria, nunca defenderam nem defenderiam o aumento de impostos", afirmou em seguida o social-democrata, defendendo que o Governo foi forçado a aumentar a carga fiscal pela "situação ruinosa" em que o país se encontrava quando iniciou funções.

Quanto ao futuro, Jorge Moreira da Silva acrescentou: "Essa é uma matéria que será conhecida no âmbito do Orçamento do Estado, sendo que nenhum dos partidos tomou no passado nenhuma iniciativa de aumento da carga fiscal se não tivesse uma absoluta necessidade, e foi isso que aconteceu há um ano atrás".

O coordenador da Comissão Política Nacional do PSD sustentou ainda que "sobre essa matéria há uma absoluta solidariedade entre os partidos, no âmbito parlamentar, mas também no âmbito do Governo".

O deputado do CDS-PP Adolfo Mesquita Nunes declarou, esta terça-feira, aos jornalistas ter reafirmado junto da "troika' a oposição do seu partido a um novo agravamento dos impostos, durante uma reunião dos representantes do Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia com a Comissão Eventual de Acompanhamento das Medidas do Programa de Assistência Económica e Financeira.

"O CDS disse à "troika' que não é possível e não há espaço para alterar do ponto de vista do agravamento das condições fiscais aquilo que está já previsto no memorando. Isto é, o CDS reafirmou aquilo que tem dito sempre, que a política fiscal que está prevista no memorando é a política que deve ser seguida, não pode ser agravada", declarou Adolfo Mesquita Nunes.

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