Política

PSD, PS e CDS-PP continuam reuniões esta quinta-feira

PSD, PS e CDS-PP continuam reuniões esta quinta-feira

PSD, PS e CDS-PP vão continuar as reuniões esta quinta-feira com vista ao acordo proposto pelo presidente da República. As negociações decorrem "sem intransigência e com espírito de abertura", dizem.

PSD, PS e CDS-PP estavam reunidos na sede nacional dos sociais-democratas, em Lisboa, desde as 17.30 desta quarta-feira. Este encontro foi interrompido às 21.30, tendo sido retomado cerca das 22.30, e terminou aproximadamente às 00:45 desta quinta-feira.

"As delegações reafirmam que as negociações, embora exigentes, estão a decorrer sem intransigência e com espírito de abertura", lê-se um comunicado emitida pelos três partidos sobre a primeira reunião desta quarta-feira, que decorreu na sede nacional dos sociais-democratas.

Esta reunião foi a quarta entre PSD, PS e CDS-PP oficialmente divulgada, depois de, na quarta-feira da semana passada, o presidente da República ter proposto um acordo de médio prazo entre estes três partidos, a que chamou "compromisso de salvação nacional".

Na terça-feira ao final da tarde, PSD, PS e CDS-PP comunicaram que as respetivas delegações tinham decidido apresentar hoje "contributos escritos com vista à obtenção de um 'compromisso de salvação nacional' com a máxima brevidade".

Na altura, os três partidos informaram que "os trabalhos prosseguiram de forma intensa" e que tinham sido analisados "documentos sobre a situação económico-financeira nacional".

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O encontro de terça-feira contou com a participação de Maria Luís Albuquerque, ministra de Estado e das Finanças, integrada na delegação social-democrata, que já incluía Carlos Moedas, secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro - dois habituais interlocutores das três instituições credoras de Portugal: Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia.

A delegação do PSD neste processo é liderada pelo primeiro vice-presidente do partido Jorge Moreira da Silva e tem contado com Miguel Poiares Maduro [ministro adjunto e do Desenvolvimento Regional] e Carlos Moedas.

A delegação dos socialistas é liderada pelo dirigente Alberto Martins e tem integrado Eurico Brilhante Dias [membro do Secretariado Nacional] e Óscar Gaspar [assessor da direção do PS para os assuntos financeiros].

A equipa do CDS-PP é chefiada por Pedro Mota Soares [dirigente centrista e ministro da Solidariedade e da Segurança Social] e tem contado também com Miguel Morais Leitão [dirigente centrista e secretário de Estado adjunto e dos Assuntos Europeus].

Na quarta-feira da semana passada, em comunicação ao país, Cavaco Silva propôs um acordo entre PSD, PS e CDS-PP assente em "três pilares".

Em primeiro lugar, defendeu, esse acordo "terá de estabelecer o calendário mais adequado para a realização de eleições antecipadas" e "a abertura do processo conducente à realização de eleições deve coincidir com o final do Programa de Assistência Financeira", prevista para junho de 2014.

Em segundo lugar, deve assegurar o apoio às medidas necessárias para que o Estado português regresse ao financiamento nos mercados no início de 2014 e para que se complete "com sucesso" o referido programa de resgate a Portugal que esses três partidos subscreveram em 2011, defendeu o Presidente, em comunicação ao país.

Em terceiro lugar, o chefe de Estado disse pretender que esse acordo tripartido inclua um entendimento "entre os três partidos que assegure a governabilidade do país, a sustentabilidade da dívida pública, o controlo das contas externas, a melhoria da competitividade da nossa economia e a criação de emprego" após as próximas legislativas.

Na sequência desta proposta, a maioria PSD/CDS-PP expressou disponibilidade para a procura de um acordo com o PS, mas frisou a existência de uma solução governativa estável. Os socialistas, por sua vez, também aceitaram participar, reiterando, contudo, que rejeitam participar ou apoiar qualquer solução de Governo antes de novas eleições.

Desde domingo, estes três partidos têm-se reunido diariamente - primeiro em local não divulgado, depois na sede nacional do PS, a seguir na do CDS-PP e hoje na do PSD - e têm emitido comunicados, de conteúdo igual, no final de cada reunião.

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