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PSD quer ver "depressa" clarificação sobre estabilidade do PS

PSD quer ver "depressa" clarificação sobre estabilidade do PS

O ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, considerou importante que o PS resolva "a questão da estabilidade" e "clarifique" rapidamente a "autoridade do [seu] secretário-geral", nomeadamente para que os socialistas participem no debate sobre a reforma do Estado.

"Era importante que o PS resolvesse esta questão da estabiliadde, porque o país precisa que o PS esteja estável, nomeadamente para discutir as questões da reforma do Estado", afirmou José Pedro Aguiar-Branco, em entrevista à Porto Canal.

O ministro do PSD deseja, por isso, que "essa clarificação e estabilidade surja o mais depressa possível".

O secretário-geral socialista, António José Seguro, questionou hoje "qual é a pressa" em discutir já se o próximo congresso do PS se realizará antes ou depois das eleições autárquicas.

Em entrevista à Rádio Renascença, Pedro Silva Pereira, ex-ministro da Presidência - cargo em que foi o "braço direito" do ex-primeiro-ministro José Sócrates -, defendeu que o congresso do PS deverá ser marcado para antes das autárquicas.

Na entrevista hoje, Aguiar-Branco não deixou passar a questão da autoridade de Seguro.

"Ainda que [o PS] possa ter algum capital de queixa, por uma questão de patriotismo devia entrar no debate sobre a reforma do Estado. E espero que clarifique a autoridade do secretário-geral", afirmou o ministro.

Aguiar-Branco esclareceu que "a dinâmica" da atual governação "impõe a necessidade de decisões rápidas" que podem ter dificultado o diálogo com os socialistas, mas revelou que o debate sobre a reforma do Estado "pode fazer-se no dia em que o PS quiser".

"Se todos reconhecermos que a reforma do Estado é essencial para o equilíbrio das contas públicas, não consigo compreender que o PS não entre neste debate", sublinhou.

Sobre uma eventual penalização do PSD nas eleições autárquicas de 2013, Aguiar-Branco disse "acreditar e confiar que a população reconheça o mérito do trabalho desenvolvido por todos os autarcas do PSD".

Questionado sobre a candidatura do social-democrata Luís Filipe Menezes à Câmara do Porto, Aguiar-Branco considerou tratar-se de "um candidato inevitável, porque desde sempre deu muito de si à região".

"Acho que é uma boa candidatura. O Porto ficará seguramente com um presidente que honrará os pergaminhos da cidade", sustentou, admitindo poder participar em ações de campanha ao lado de Menezes.

Relativamente à possibilidade de introdução de mais portagens nas ex-SCUT, sobretudo a Norte, Aguiar-Branco revelou que "o estudo feito em novembro não é uma situação definitiva", antes está "a ser avaliado pelo Governo".

"É uma hipótese no meio de outras. Se forem encontradas soluções alternativas [às portagens], estou esperançado e desejo que isso não aconteça", vincou.

Aguiar-Branco rejeitou a ideia de que a região Norte possa estar a sentir-se mais injustiçada nas medidas que têm sido tomadas pelo Governo, considerando que "o sentimento de injustiça é transversal a toda a sociedade, porque o que o Governo está a pedir aos portugueses é muito exigente".

"Qual é a pressa?", interrogou-se hoje várias vezes António José Seguro, depois dos jornalistas lhe perguntarem quando é que a sua direção tenciona propor à Comissão Nacional uma data para a realização do próximo congresso do PS.