Política

PSD reafirma compromisso com estabilidade e disponibilidade para consensos

PSD reafirma compromisso com estabilidade e disponibilidade para consensos

O PSD reafirmou esta quarta-feira, através do deputado José Mendes Bota, o seu compromisso com a estabilidade e a disponibilidade para encontrar consensos, mas também atribuiu "riscos" à falta de previsibilidade.

"Contra todas as tentativas de instaurar em Portugal um clima de medo, incerteza, suspeição e instabilidade, contra a retórica e a demagogia incendiária, os portugueses sabem que podem contar connosco como um sólido referencial de estabilidade", disse José Mendes Bota, no final de uma declaração política em plenário, em nome do PSD.

Antes, contudo, o deputado social-democrata alegou que "estabilidade é também sinónimo de prudência, de bom senso e de previsibilidade - e quando estes acabam, começam os riscos".

"O maior risco que Portugal hoje corre é o risco de voltar para trás, pondo em causa tudo o que os portugueses já conquistaram com tanto esforço. Este não é um risco negligenciável", considerou, defendendo que faz sentido pedir ao Tribunal Constitucional que "clarifique" e "incorpore certeza e previsibilidade nas suas decisões", especialmente as que têm impacto orçamental.

No início da sua intervenção, Mendes Bota referiu-se ao leilão de Obrigações de Tesouro a dez anos realizado esta quarta-feira, no valor de 975 milhões de euros, a uma taxa de juro média de 3,2524%, considerando que foi "um sucesso".

"Existem três palavras que explicam mais este importante marco para a vida coletiva do país e que consubstancia mais uma conquista para Portugal: credibilidade, confiança e estabilidade", acrescentou, destacando a "estabilidade".

Ao longo do seu discurso, Mendes Bota insistiu ao na ideia de que o Governo e a maioria parlamentar PSD/CDS-PP que o suporta "constituem, hoje, um referencial de estabilidade política do país".

Segundo o deputado do PSD, "o país está a seguir o caminho certo", como demonstram "os inúmeros indicadores positivos", e "esse caminho só tem sido possível porque tem havido a necessária estabilidade política e governamental".

Para além de assinalar a "queda acentuada das taxas de juro", Mendes Bota mencionou dados relativos à evolução da taxa do desemprego, do crescimento e da procura interna, em termos homólogos, face ao ano passado, e das exportações, entre 2010 e 2013, concluindo: "Estes resultados só são possíveis porque este Governo e a maioria que o suportam pautam a sua ação pela criação de condições de governabilidade, estabilidade orçamental, estabilidade política e estabilidade social".

"Pode acusar-se o Governo do que se quiser. De eleitoralismo, nunca. Da parte dos partidos que suportam o Governo, houve sempre, e continua a haver, disponibilidade para o diálogo e encontrar consensos. Infelizmente, o mesmo não se pode dizer dos partidos da oposição, onde impera a indisponibilidade e a intransigência", sustentou.

O deputado do PSD alegou que a coligação no poder PSD/CDS-PP constitui não só "um referencial de estabilidade política" como "o único projeto responsável e credível em que os portugueses confiam para conduzir o país à recuperação económica, à criação de emprego, à solidificação e sustentabilidade das políticas sociais".