Eleições Europeias

PSOE convoca Congresso Extraordinário para eleger uma nova direção após eleições europeias

PSOE convoca Congresso Extraordinário para eleger uma nova direção após eleições europeias

O secretário-geral do PSOE, Alfredo Pérez Rubalcaba, anunciou, esta segunda-feira, que o partido vai realizar entre 18 e 20 de julho um Congresso Extraordinário para eleger uma nova direção depois do "mau resultado" obtido nas eleições europeias de domingo.

"Tivemos um mau resultado eleitoral e esse resultado tem um responsável, em concreto o secretário-geral. Deve ser uma nova direção a continuar o trabalho do partido", afirmou Alfredo Pérez Rubalcaba.

"Essa responsabilidade é assumida pela direção. Não deve ser esta direção a organizar o processo de primárias abertas. Deve ser a nova direção a fazê-lo. Temos que assumir uma responsabilidade política que é da direção e do secretário-geral", afirmou.

Alfredo Pérez Rubalcaba falava aos jornalistas depois da reunião da Comissão Executiva Nacional do PSOE, onde se analisaram os resultados eleitorais de domingo em que os socialistas registaram o seu pior resultado de sempre.

Rubalcaba garantiu que não se candidatará à liderança do partido e que não se sente "só" apesar de estar acompanhado, na conferência de imprensa, apenas pela sua número dois e cabeça de lista do PSOE nas eleições europeias, Elena Valenciano.

O líder cessante reconheceu que depois da derrota de 2011 o PSOE "não conseguiu recuperar a confiança" dos cidadãos, insistindo que esse é um processo "que não é fácil, que demora muito tempo e que requer muito esforço".

"Eu já o tinha decidido há muito tempo que não me apresentaria às primárias", disse, defendendo que "o processo em curso no partido está correto".

Questionado sobre porque não se demite, Rubalcaba disse que considera sua responsabilidade continuar a guiar o partido até à realização do Congresso Extraordinário, escusando-se a avançar nomes sobre possíveis sucessores.

Nas eleições europeias de domingo o PSOE obteve o seu pior resultado eleitoral de sempre com apenas 23% dos votos (quase menos 16 pontos que os 38,78% obtidos em 2009), o que significa que apenas elegeu 14 eurodeputados (tinha 23).

Em termos globais perdeu mais de 2,5 milhões de votos.