Política

Redução do défice "não foi um grande feito", diz Teixeira dos Santos

Redução do défice "não foi um grande feito", diz Teixeira dos Santos

O antigo ministro das Finanças de José Sócrates considera que, expurgadas medidas extraordinárias como o perdão fiscal, "a redução do défice de 5,8%, em 2012, para 5,2%, em 2013, não foi um grande feito".

Convidado do Clube dos Pensadores, Teixeira dos Santos explicou, em Gaia, que Portugal conseguiu o acordo com a troika "à custa de um brutal aumento de impostos" e que "continua muito longe de poder cantar vitória". A meta acordada para 2017, recordou, é de 0,5% do PIB, e quase cinco pontos de distância "é ainda muito longe", sublinhou.

Além disso, "os sacrifícios ainda não acabaram. Houve uma melhoria, a situação parou de agravar, mas quem sofreu cortes nas pensões ou nos salários vai continuar a viver com menos. E só uma parte das pessoas que perderam o emprego conseguirão voltar ao mercado".

Teixeira dos Santos admite que a Europa entrou num "período de acalmia", sobretudo fruto das posições do BCE, mas defende que Portugal não deve dispensar o programa cautelar, em maio, quando cessar o programa de assistência financeira. "É uma rede de segurança, um elemento credibilizador que facilitará o acesso aos mercados e os termos em que será feito".

Outros Artigos Recomendados