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Secretário-geral do PCP diz que não há "saídas limpas"

Secretário-geral do PCP diz que não há "saídas limpas"

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, advertiu este sábado que não há "saídas limpas" do programa de ajustamento económico e que a ideia do `pós-troika" é "conversa fiada", acusando o Governo de "mentira e trampolinices".

Criticando as medidas previstas no Documento de Estratégia Orçamental (DEO), Jerónimo de Sousa afirmou que será "num quadro de trampolinice e de mentira" que o Governo se prepara para fazer, no domingo, "uma nova operação de mistificação e propaganda" quanto ao fim do programa de ajustamento económico e financeiro.

"Dizem que vão anunciar uma saída limpa do programa da 'troika'. Não há saídas limpas com esta política e com este Governo. É limpa uma saída do pacto de agressão que deixa um rasto de destruição de emprego brutal. Mais de 365 mil empregos destruídos em três anos", questionou.

O secretário-geral do PCP falava perante centenas de militantes e apoiantes da CDU, no final de um almoço da candidatura da coligação PCP/PEV às eleições europeias de 25 de maio, no Pavilhão da Siderurgia Nacional, no Seixal.

O secretário-geral comunista apontou ainda "o agravamento da austeridade e da exploração" na estratégia orçamental para os próximos anos, considerando também que "não pode ser limpa uma saída que deixa uma dívida de mais de 50 mil milhões que os portugueses vão ter de pagar "aos agiotas".

Para o secretário-geral do PCP, o governo PSD/CDS-PP e os partidos que "dizem que querem uma saída limpa estão a enganar os portugueses" e a "ideia do pós-troika é conversa fiada para continuar a enganar o povo".

"É como que deixarem-nos aqui com pulseira eletrónica. Vão-se embora mas de seis em seis meses, através de uma dita comissão independente, vem cá ver como é que nos estamos a portar", disse.

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O secretário-geral do PCP defendeu que a "parcela de soberania perdida" só é recuperada quando o Governo for demitido e quando o país "romper com a política de direita para a substituir por uma política "patriótica e de esquerda".

O Governo vai apresentar no domingo a forma de saída do programa de resgate português, anunciou sexta-feira o vice-primeiro-ministro, Paulo Portas.

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