Política

Seguro afirma que a sua candidatura é livre de tutelas, interesses e dependências

Seguro afirma que a sua candidatura é livre de tutelas, interesses e dependências

O candidato às primárias do PS António José Seguro destacou este sábado que a sua candidatura é "livre de tutelas, livre de interesses e livre de qualquer dependência", tendo como único compromisso servir os portugueses.

"Esta candidatura é mais livre hoje do que era no passado, livre de tutelas, livre de interesses e livre de qualquer dependência, estamos aqui com o único compromisso de fazer bem a Portugal e aos portugueses", frisou o candidato durante o seu discurso no comício de encerramento de campanha, que decorreu hoje em Vila D"Este, Vila Nova de Gaia.

António José Seguro disse querer mudar a forma de fazer política em Portugal, introduzindo uma "clara fronteira" entre a política e os negócios.

"Quem quer fazer negócios fica na vida privada, quem quer vir para a política não é para tratar de si e dos seus, mas é para tratar do país, da nossa terra, dos nossos concelhos, é para tratar do bem geral e do bem comum", afiançou.

O socialista frisou que a sua candidatura não se limita a comentar aquilo que está mal na vida portuguesa, mas apresenta propostas e soluções para resolver os problemas do país.

"Somos fiéis à história do PS, à verdade, igualdade, fraternidade e solidariedade", acrescentou.

Seguro realçou que quer ganhar as eleições primárias e vai ganhá-las, dizendo que "até ao lavar dos cestos é vindima".

"Queremos ou não fazer boa vindima?! Semeamos para isso, agora temos de colher (...) é preciso que o povo vá votar não para o Seguro ganhar, mas para Portugal ganhar", atirou.

Seguro disse que em democracia "nunca" se sabe quem vai ganhar, mas "tem a certeza" que merece sair vitorioso destas eleições.

O socialista lembrou que "nunca" um partido político em Portugal, a mais de ano de distância, apresentou como o PS um programa de Governo.

"Estamos preparados para governar Portugal", disse.

Nestes três anos à frente do partido, Seguro salientou só ter "motivos de orgulho" porque o partido recuperou "prestígio e confiança", venceu duas eleições e impôs à direita uma "enorme derrota".

Antes do discurso de Seguro subiu ao púlpito o eurodeputado e cabeça de lista pelo PS nas últimas eleições europeias, Francisco Assis, que referiu que se não estivesse ao lado de Seguro estaria a "renegar" o que afirmou ao longo de três anos.

"Vais ganhar [as eleições primárias], ser candidato a primeiro-ministro e, depois, ser primeiro-ministro", afirmou Assis.

Sobre António José Seguro disse que ele "é um homem com retidão moral, sentido de serviço público, digno e correto".

"Não foi um líder de oposição irresponsável, não foi um líder de oposição demagogo, não foi um líder de oposição extremista, mas sim um líder à altura da história e da tradição do Partido Socialista", realçou.

As eleições primárias no PS realizam-se no domingo e destinam-se a escolher o candidato do partido a primeiro-ministro.

Nestas eleições, poderão votar os cerca de 90 mil militantes do PS (quer tenham ou não as quotas em dia) e os simpatizantes que se tenham registado para o efeito até dia 12 de setembro, cerca de 150 mil.

Outras Notícias