Política

Seguro afirma que o Governo e a troika estão do mesmo lado

Seguro afirma que o Governo e a troika estão do mesmo lado

O secretário-geral do PS afirmou esta quarta-feira que Governo e troika estão do mesmo lado, insistindo nos cortes, numa intervenção em que defendeu um meta orçamental para 2014 que permita poupar as reformas e aliviar os sacrifícios.

António José Seguro falava num almoço de apoio à candidatura da socialista Lurdes Castanheira à presidência da Câmara de Góis, vila do distrito de Coimbra onde chegou com hora e meio de atraso, depois de esta manhã, na sede do PS, ter estado reunido com os representantes da troika (Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional).

"É preciso alguém que defenda o interesse nacional", disse Seguro, antes de traçar linhas de demarcação face ao Governo e à troika, por um lado, e em relação à restante oposição de esquerda por outro lado.

"Já sabemos que a troika e o Governo estão do mesmo lado. Depois, há outro lado ainda, que não tem qualquer outra atitude que não seja a do protesto, mas nós temos uma atitude responsável, desde o início", contrapôs.

Neste contexto, o secretário-geral do PS referiu-se a algumas das propostas que o seu partido apresentou na reunião com a troika no âmbito das oitava e nova avaliação ao Programa de Assistência Económica e Financeira a Portugal.

"Uma das nossas propostas que hoje apresentámos é muito simples: Rever as metas orçamentais de modo que para o ano haja um alívio dos sacrifícios dos portugueses. Isto é, que não existam mais cortes, nem na educação, nem na saúde, nem nas pensões e reformas dos portugueses", declarou.

No entanto, o líder socialista deixou a entender que há resistências a essa proposta a favor de uma maior flexibilidade das metas orçamentais.

"Só quem não conhece o país é que pode aceitar que o Governo e a troika prossigam com este plano de cortes nas pensões, nas reformas, na educação e na saúde", afirmou.

Seguro reiterou que o PS defende que Portugal deve honrar os seus compromissos, "mas fazendo-o de outra maneira".

"Há dois anos que dizemos que o país precisa de mais tempo para equilibrar as suas contas públicas e que o país tem de sair da crise pela via do crescimento da economia e do emprego. Hoje estivemos a dizer isso [à "troika")", referiu.

Seguro disse depois que outro ponto relevante das conversações com a 'troika' foi a criação de emprego, "porque sem emprego o país não resolve os seus problemas, nem sai da crise".

"Andamos a defender estas propostas não desde a semana passada ou do mês passado, mas há mais de dois anos. Hoje são poucos os que pensam de maneira diferente de nós, só que os poucos que ainda não estão de acordo connosco são quem decide: é o primeiro-ministro [Pedro Passos Coelho] e o Governo. Insistem em mais cortes, alguns já anunciadas e outros que estão preparados para depois das eleições autárquicas e que chegarão com a proposta de Orçamento do Estado para 2014", acrescentou.

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