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Seguro avisa Governo que os consensos estão cada vez mais difíceis

Seguro avisa Governo que os consensos estão cada vez mais difíceis

O secretário-geral do PS, António José Seguro, disse primeiro-ministro que os socialistas manterão o "sentido de responsabilidade", mesmo quando Passos Coelho "manda recorrer ao insulto fácil e baixo" para os atacar.

"Nós continuaremos fieis à nossa história, ao nosso percurso e à defesa do interesse nacional e, senhor primeiro-ministro, não é por hoje a realidade nos dar razão que o senhor deve ficar incomodado e recorrer ou mandar recorrer ao insulto fácil e baixo para atacar o Partido Socialista", afirmou António José Seguro.

"O senhor primeiro-ministro pode dar as instruções que quiser aos seus porta-vozes, mas o nosso sentido de responsabilidade perante o país vai manter-se", começou por afirmar.

O líder socialista estar-se-ia a referir à intervenção do líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, que afirmou, no debate do Estado da Nação, que "o país precisa de saber se Seguro e Sócrates são afinal duas faces da mesma moeda", exortando o PS a dizer se assume os "erros" e se quer ser "fiel" ao memorando.

Durante o debate, o secretário-geral do PS advertiu que a agenda ideológica seguida pelo Governo está a dificultar cada vez mais a hipótese de consensos políticos e ameaça "romper" em breve o contrato social.

António José Seguro entende que "os portugueses cumpriram" os compromissos internacionais a que o país foi sujeito, "mas o Governo falhou" na receita aplicada.

Já depois de ter frisado que os socialistas rejeitarão a repetição de medidas de criação de sobretaxas em relação ao subsídio de Natal - isto, eventualmente, para corrigir um desvio orçamental -, o líder socialista deixou uma série de avisos ao Governo sobre o percurso a seguir nos próximos meses.

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"Não lhe exijo milagres, mas lucidez para entender que o caminho que está a seguir é errado e perigoso. Ao longo do último ano, o papel desempenhado pelo PS foi uma mais-valia única, de resto salientada por todas as análises internacionais, mas o Governo malbaratou essa vantagem, muitas vezes de forma gratuita", considerou.

"A vossa postura e a vossa agenda ideológica tornam cada vez mais difíceis os consensos no país. O Governo faz as suas escolhas e será responsabilizado por elas", acentuou o secretário-geral do PS, antes de se dirigir diretamente a Pedro Passos Coelho.

"Quero ser claro senhor primeiro-ministro, as suas escolhas não são nem serão as nossas escolhas. O PS manterá o caminho da responsabilidade e da defesa do interesse nacional, mas há outro caminho alternativo para Portugal", afirmou.

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