António José Seguro

Seguro diz que o emprego é a sua prioridade

Seguro diz que o emprego é a sua prioridade

O secretário-geral do PS, António José Seguro, disse, em Bragança, que a prioridade do seu compromisso político é o emprego e não o pagamento da dívida.

"Nós sempre dissemos que a prioridade do país é a criação de emprego, mas o Governo sempre achou que a principal prioridade é a consolidação das contas públicas", referiu o líder do PS, domingo à noite.

Realçou que os socialistas "são favoráveis ao rigor, mas a governação deve ter como objetivo a criação de emprego", isto porque " temos um país onde há 800 mil desempregados oficialmente, a estes somam-se 310 mil desencorajados, que de tanto procurar já nem são considerados desempregados estatisticamente, mas que têm menos de 65 anos e não encontram oportunidade de trabalho, um milhão e cem mil, e ainda juntamos mais de 200 mil que emigraram nos últimos três anos", enumerou Seguro.

Este "exército" de portugueses sem oportunidades de trabalho "é um crime social", criticou, reforçando que a prioridade dos governos socialistas é a criação de emprego "apoiando a geração de riqueza", disse. "Simultaneamente que se criam empregos e oportunidades de trabalho também se geram os recursos para equilibrar as contas públicas, combater o défice orçamental e, sobretudo, para pagar a dívida", afirmou, acusando o Governo de ter feito o contrário. "Optou por uma estratégia de empobrecimento, com a destruição de emprego, destruição do aparelho produtivo e a dívida não parou de aumentar e neste momento é superior a 133 % do nosso PIB ", acrescentou.

"Um país que fica mais pobre tem menos dinheiro para pagar a sua dívida e mais dificuldades para fazer face aos problemas, mas o governo continuou a apostar na política de empobrecimento. Cortes e cortes nos rendimentos das pessoas", criticou.

A falta de emprego é também, segundo o secretário-geral do PS, o problema do Interior que obriga as pessoas a partir.

Seguro frisou que "não promete a criação de mais de 100 mil empregos", porque "não há uma varinha mágica", mas considera fundamental o Estado executar políticas públicas para ajudar ao investimento e à criação de novas empresas.

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Defendeu também a aposta "numa espécie de terceira revolução industrial", em empresas de base tecnológica, para aproveitar a geração mais qualificada de sempre em Portugal.

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