Política

Seguro diz que PS votará contra Orçamento do Estado

Seguro diz que PS votará contra Orçamento do Estado

O líder do PS, António José Seguro, garantiu, este domingo, em Setúbal que o PS votará contra o Orçamento do Estado para 2014, caso o Governo prossiga com a política de cortes nas funções sociais do Estado.

"Não é nenhuma surpresa, eu sou coerente, através da minha ação política", respondeu António José Seguro, ao ser questionado sobre a possibilidade de o PS votar contra o Orçamento do Estado para 2014.

Confrontado com a ideia lançada este domingo pelo ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro, de que o controlo da RTP deveria ser entregue a uma entidade "genuinamente independente", António José Seguro respondeu de forma lacónica, escusando-se a fazer mais comentários sobre o assunto.

António José Seguro, defendeu ainda que o País precisa de um pacto para defender as funções sociais do Estado.

"Acho que precisamos de fazer um pacto em Portugal: um pacto para defender as funções sociais do estado, na educação, na saúde e na Segurança Social", disse.

"O que é necessário é que os portugueses tenham um estado social, que preste cuidados de saúde, tenha uma escola pública de qualidade e continue a garantir a proteção social e Segurança Social dos portugueses", disse.

PUB

"O que acontece é que este Governo exige que os portugueses paguem cada vez mais impostos e, em troca, o Estado presta cada vez menos serviços", acrescentou António José Seguro.

Segundo o dirigente socialista, o Governo "está a cortar no Serviço Nacional de Saúde, na escola pública, nas pensões, nas reformas e prepara-se para cortar nas pensões de sobrevivência, pensões de 300 euros".

"Não temos uma visão imobilista do Estado, o que recusamos é a política dos cortes, porque cortes cegos só trazem mais injustiça, só agravam as desigualdades sociais, só dão cabo da classe média e, sobretudo, criam mais dificuldades aos pensionistas e reformados", disse.

Para ajustar o número de funcionários nos serviços onde exista um excesso de trabalhadores, António José seguro defende que, em vez do despedimento, se deveria recorrer a "rescisões amigáveis".

"Nos últimos dois anos saíram do estado cerca de 50 mil trabalhadores" frisou o líder do PS.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG