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Seguro: É impossível cruzar os caminhos do PS e do Governo

Seguro: É impossível cruzar os caminhos do PS e do Governo

O secretário-geral do PS sustentou, esta sexta-feira, que é impossível cruzar os caminhos do seu partido e o do Governo e acusou o primeiro-ministro de não ter "pinga de sensibilidade social" ao pretender penalizar os pensionistas.

Na discussão que travou com o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, durante o debate quinzenal, na Assembleia da República, António José Seguro advogou a ideia de que existe um crescente afastamento entre o PS e o Governo de coligação PSD/CDS.

Sem fazer alusão aos recentes apelos do Governo para um consenso alargado entre os partidos do arco da governação, António José Seguro referiu que o executivo continua a entender que o rumo seguido é o correto, enquanto o PS entende que não.

"Quando há dois caminhos diferentes, duas visões diferentes, duas estratégias diferentes, não é possível cruzar esses dois caminhos. Há mais de ano e meio que chamo a sua atenção para as consequências negativas da política de austeridade e nunca ouvi da parte do primeiro-ministro ou do Governo um reconhecimento do erro que essa política tem trazido para o país em matéria de destruição de emprego e da nossa capacidade produtiva", declarou o líder dos socialistas.

Ao longo do debate, Seguro alegou que, ao longo do último ano, o Estado gastou mais 500 milhões de euros em subsídios de desemprego e perdeu cerca de 750 milhões de euros em novas contribuições fiscais, o que totalizará um prejuízo na ordem dos 1250 milhões de euros. "Ora isso agravou o défice, destruiu capacidade produtividade e empregos. Temos 42% dos jovens portugueses no desemprego. Isto não é vida para este país", acentuou.

Ainda de acordo com o líder socialista, mesmo na atual conjuntura, o Governo continua "a carregar no acelerador e a retirar rendimentos a portugueses que já não têm outras possibilidades de obter outros rendimentos, como os idosos e pensionistas, gente que trabalhou uma vida inteira".

"O senhor primeiro-ministro não tem uma pinga de sensibilidade social e carrega com uma nova taxa e com um novo imposto. O senhor na carta que enviou recentemente para a troika (Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional) assumiu que penhorava uma parte dessas pensões para garantir o programa de ajustamento que contratou - isso é inaceitável", afirmou o líder socialista.

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