PS

Seguro pede maioria absoluta mas aceita coligações

Seguro pede maioria absoluta mas aceita coligações

António José Seguro pediu, este domingo, uma maioria absoluta aos portugueses, garantindo que, mesmo que a consiga, estará aberto a coligações governamentais e promoverá acordos de incidência parlamentar. E lançou novas propostas para ajudar as empresas em dificuldade.

"Pedimos com clareza aos portugueses uma maioria absoluta para governar o nosso país. E mesmo aí não descartarei coligações governamentais e não desistirei de acordos de incidência parlamentar", garantiu, em Santa Maria da Feira, o secretário-geral socialista, que prometeu "um novo rumo para Portugal".

No entanto, Seguro deixou o aviso de que o caminho não vai ser fácil, sublinhando que rigor e contenção orçamentais, e os sacrifícios não desaparecerão. "Podemos perder votos, mas não vendemos ilusões", prometeu o líder.

Quanto às novas propostas, começou por defender uma solução para as empresas viáveis com dívidas ao fisco, à segurança social e aos bancos. "Se essas empresas são viáveis por que devem acabar? Por que o Estado não transforma os créditos em capital da própria empresa", em "capital de risco"? questionou Seguro, defendendo que, assim, pode evitar-se a falência e preservar os postos de trabalho.

Por outro lado, exigiu que se aplique a Portugal a mesma regra que Espanha aplica aos bancos. Ou seja, que a exigência de rácio de 10% desça para 9% como no país vizinho. E recordou que é de 8% na Alemanha. Segundo disse, trata-se de muito dinheiro que está parado e que podia estar a ser aplicado na economia. "Cada ponto percentual significa 4,5 mil milhões de euros", valor que, explicou Seguro, resultaria da sua proposta de passar de 10% para 9%.

Afirmando que todas as suas propostas são concretizáveis, o líder do PS pediu um "tratamento fiscal mais suave para lucros reinvestidos nas empresas", desde que criem efetivamente postos de trabalho.

Anunciada convenção

Sobre a União Europeia, insistiu que "temos que ter ambição e dar um passo federal na Europa", defendendo um papel mais ativo do Banco Central Europeu (BCE) e sugerindo "que se mudem os tratados" para que o BCE possa fazer como outros bancos centrais e emitir dinheiro para ajudar a economia.

O líder do PS, que recusou "casamentos de conveniência" com o Governo, anunciou ainda que o partido promoverá uma convenção para um novo rumo, aberta a todos os portugueses.

Num congresso onde se colocou como candidato a primeiro-ministro, Seguro afirmou o PS como "a alternativa, a mudança, e a esperança que renasce de novo em Portugal" e um partido "preparado para realizar uma política alternativa e para ser um polo agregador das energias dos portugueses e um elemento de coesão e mobilização para a mudança".

Outras Notícias