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Seguro pede suspensão da venda da TAP porque "falta de transparência" no processo

Seguro pede suspensão da venda da TAP porque "falta de transparência" no processo

O secretário-geral do PS, António José Seguro, voltou, esta sexta-feira, a pedir a suspensão da privatização da TAP porque há uma "falta de transparência" no processo, sem garantias de que a empresa seja vendida pelo "preço justo".

O dirigente socialista acusou o Governo de Pedro Passos Coelho de querer vender a TAP a "preço de saldo".

"No dia em que iniciou o processo de privatização da TAP, o Governo decidiu o caderno de encargos e qual era o seu único comprador", afirmou o líder do PS, no jantar dos socialistas do Alto Tâmega, em Montalegre.

António José Seguro considerou que "há uma falta de transparência" em todo o processo e, por isso, deve ser suspenso, porque a TAP "não é uma empresa qualquer".

"A TAP diz-nos muito, tem a ver com a nossa identidade, é um ativo estratégico na captação de turistas, exportação de serviços e aproximação com portugueses emigrados", frisou.

O socialista relembrou que, quando o primeiro-ministro era líder da oposição, afirmou, em julho de 2010, que "a política de privatizações seria criminosa, nos próximos anos, se visar apenas vender ativos ao desbarato para arranjar dinheiro".

Além do processo da TAP, José António Seguro atacou a "política de austeridade" de Pedro Passos Coelho, que "quer um Portugal pobre onde cada um trate de si".

Para Seguro, o primeiro-ministro continua a investir no "custe o que custar" exigindo "pesados" sacrifícios aos portugueses e o resultado é um país mais pobre, com quebras na economia, maior número de desempregados da história, menos coesão e apoio social.

"A via do corte não é solução para todos os problemas. Um país a empobrecer não resolve os problemas, cria mais problemas, e se há dívida para pagar e défice para reduzir, a solução não é ficar mais pobre", disse.

O orçamento para 2013 traz, relembrou o líder do PS, o maior aumento de impostos que "algum orçamento pode trazer", sendo a maior parte para "pagar a incompetência da execução orçamental" do Governo.

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