Política

Seguro recomenda ao primeiro-ministro que não se faça de vítima

Seguro recomenda ao primeiro-ministro que não se faça de vítima

O secretário-geral do PS acusou, domingo à noite, o primeiro-ministro de estar a tentar fazer-se de vítima, contrapondo que é a generalidade dos portugueses quem sofre as consequências da política de austeridade seguida pelo Governo.

"O primeiro-ministro {Pedro Passos Coelho] que não venha fazer-se de vítima", declarou António José Seguro no encerramento do comício socialista de apoio à candidatura do advogado socialista José Carlos Rendeiro à presidência da Câmara de Vila Pouca de Aguiar, nas Pedras Salgadas.

Num concelho do distrito de Vila Real tradicionalmente de maioria social-democrata, o líder socialista voltou a criticar o teor do discurso proferido no sábado à noite por Pedro Passos Coelho em Alcanena, no qual lamentou a existência de um preconceito dos mercados em relação a Portugal.

"Neste país, que tem razões para protestar é quem está a sofrer. Quem razões para se indignar e protestar são as portuguesas e portugueses que estão desempregados (cerca de um milhão), os reformados, os pensionistas, a classe média que está a desaparecer, as crianças que deixem de ter acesso universal ao inglês, os funcionários públicos", apontou.

Para António José Seguro, "ninguém está a salvo com este Governo", já depois de falar da "maior indignidade" de haver crianças sem acesso à escola por falta de transporte ou por falta de professores.

"Este Governo está estragar aquilo que o PS fez pela escola pública neste país. Na região Norte, cerca de 70 crianças surdas que não vão à escola por falta de transporte e há cerca de 100 crianças com multideficiências que não vão à escola porque não têm professores. Isto é da maior indignidade deixar crianças ou jovens sem ir à escola", acusou o secretário-geral do PS.

No discurso anterior, o candidato do PS á presidência da Câmara de Vila Pouca de Aguiar prometeu "combate à rede de poder" do PSD.

"É sem medo que se tem de estar neste concelho", disse José Carlos Rendeiro, numa intervenção em que fez duras críticas à atuação da empresa Unicer e da gestão autárquica em relação às Pedras Salgadas.

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