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Seguro recusa comentar processo de licenciatura de Relvas

Seguro recusa comentar processo de licenciatura de Relvas

O secretário-geral do PS recusou-se, esta quarta-feira, a fazer qualquer comentário sobre o processo de licenciatura do ministro Miguel Relvas, alegando que o esclarecimento dessa questão cabe ao membro do Governo e à universidade em causa.

No final da visita à Direção Regional de Lisboa e Vale do Tejo do Instituto de Emprego e Formação Profissional, o secretário-geral do PS foi questionado por duas vezes sobre o processo de licenciatura em ciência política e relações internacionais do ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias em Lisboa.

"Hoje só vou falar sobre emprego, porque quero dedicar este dia a um debate sério e aprofundado sobre a situação de muitos portugueses. Temos um nível elevadíssimo de desemprego e quero ouvir personalidades que ajudarão o PS a robustecer as propostas que o partido está a apresentar", começou por responder António José Seguro.

Perante a insistência de outra jornalista na questão referente ao processo de licenciatura de Miguel Relvas, o líder socialista disse: "O que há a esclarecer sobre essa matéria deve ser esclarecido pelo ministro em causa e pela universidade em causa".

Segundo a edição de hoje do jornal "Público", o currículo profissional de Miguel Relvas no exercício de diversos cargos públicos permitiu-lhe concluir a sua licenciatura em ciência política e relações internacionais, na Universidade Lusófona, em pouco mais de um ano.

Com o mesmo argumento de que apenas falava sobre matérias relacionados com emprego, António José Seguro também se recusou a fazer qualquer comentário à decisão do Supremo Tribunal Administrativo de decretar a perda de mandato do presidente da Câmara de Faro, o social-democrata Macário Correia.

Ao Governo não basta mudar o discurso, diz Seguro

Na visita à Direção Regional de Lisboa e Vale do Tejo do Instituto de Emprego e Formação Profissional, o secretário-geral do PS advertiu o Governo que não basta mudar o discurso sobre emprego e crescimento, considerando que se exigem medidas de financiamento da economia para o país sair da "espiral de recessão".

"Não temos varinhas mágicas para resolver o problema do desemprego, mas sabemos que se criam postos de trabalho se a economia crescer, se o país criar riqueza e não como está a acontecer atualmente com o país a empobrecer", sustentou o líder socialista após esta visita, que se integra no programa de preparação dos socialistas para o debate sobre o Estado da Nação, na próxima quarta-feira, na Assembleia da República.

Interrogado se está a existir uma mudança de atitude do executivo PSD/CDS ao nível da prioridade concedida à criação de emprego, António José Seguro contrapôs que "os desempregados não precisam de uma mudanças de discurso".

"Os desempregados precisam de respostas concretas. Há cerca de um ano que venho insistindo que são necessárias medidas para ajudar a financiar as pequenas e médias empresas, porque são elas que podem criar postos de trabalho", disse

"Em solicitação a uma iniciativa da União Europeia, este Governo criou o programa "Estímulo 2012', que está direcionado para os jovens, mas o índice de execução desse programa é extremamente baixo, está mal desenhado e mal configurado. Precisamos de vários instrumentos a agirem ao mesmo tempo, mas nenhum deles substitui o caráter essencial de termos uma economia a crescer - e para isso é necessário financiar as nossas empresas - e sair desta espiral de recessão em que a receita deste Governo nos envolveu", sustentou o secretário-geral do PS.

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