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Severiano Teixeira diz Ministério Público recebeu todas as informações sobre os submarinos

Severiano Teixeira diz Ministério Público recebeu todas as informações sobre os submarinos

O ex-ministro da Defesa Nuno Severiano Teixeira afirmou, esta terça-feira, à Lusa que durante o seu mandato "todas as solicitações que o Ministério Público fez" sobre o caso dos submarinos foram "positivamente respondidas" e "foi prestada toda a colaboração".

"Durante o meu mandato como ministro da Defesa, o Ministério Público solicitou a consulta de um conjunto de documentos necessários para a investigação, todas as solicitações que o Ministério Público fez foram positivamente respondidas pelo Ministério da Defesa", disse à agência Lusa o antigo ministro, que esteve à frente da pasta da Defesa entre 2006 e 2009, durante o primeiro Governo de José Sócrates.

Severiano Teixeira sublinhou ter dado orientações "a todos os serviços para que abrissem todos os arquivos e prestassem toda a colaboração que era necessária ao Ministério Público".

O ex-ministro da Defesa, que substituiu Luís Amado no cargo, disse ter havido "mais do que um pedido", mas que "todos foram positivamente respondidos e foi prestada toda a colaboração".

Questionado se foi entregue ao Ministério Público a documentação relativa a todas as fases do processo de compra dos dois submarinos ao consórcio alemão (e que custaram cerca de 1000 milhões de euros), Severiano Teixeira respondeu que foi "toda disponibilizada" e que "houve uma abertura completa e uma colaboração completa", mas que não pode "saber o conteúdo da investigação".

"Todas as solicitações que foram feitas foram respondidas e a orientação era de que fosse prestada toda a colaboração", reforçou.

Já questionado sobre se nesse período houve qualquer sinal de documentação desaparecida, o ex-governante disse não poder saber tal coisa.

Segundo vários órgãos de comunicação social, o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) diz que muita da documentação sobre o processo dos submarinos desapareceu do Ministério da Defesa, nomeadamente os registos das posições que a antiga equipa ministerial de Paulo Portas assumiu na negociação.

"Apesar de todos os esforços e diligências levadas a cabo pela equipa de investigação, o certo é que grande parte dos elementos referentes ao concurso público de aquisição dos submarinos não se encontra arquivada nos respetivos serviços [da Defesa], desconhecendo-se qual o destino dado à maioria da documentação", afirmou o procurador João Ramos, do DCIAP, em despacho de 4 de junho que arquivou o inquérito em que era visado apenas o arguido e advogado Bernardo Ayala.

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