10 de Junho

Silva Peneda aponta compromisso de uma década para o país

Silva Peneda aponta compromisso de uma década para o país

O presidente da Comissão Organizadora do Dia de Portugal, Silva Peneda, referiu, esta terça-feira, a necessidade de ser assumido um compromisso de uma década para o país e mostrou-se preocupado com "os números elevados" do desemprego.

"Nunca em 40 anos de democracia as forças sociais, na multiplicidade e diversidade de interesses que representam tiveram uma leitura, tão clara, sobre a realidade nacional e sobre a forma de atuar, com vista a garantir uma mais elevada coesão social e geracional, através da vontade, formalmente expressa, sobre a necessidade de vir a ser estabelecido um compromisso com a duração de, pelo menos uma década", disse Silva Peneda na sessão solene das comemorações do 10 de Junho, na Guarda.

Silva Peneda, também presidente do Conselho Económico e Social (CES), nomeado pelo presidente da República, para presidente da Comissão Organizadora do 10 de Junho, referiu tratar-se de um compromisso "que persiga de forma coordenada três grandes objetivos: equilibrar as finanças públicas, reformar o Estado e pôr a economia a crescer".

O responsável aludiu ainda ao "tempo de crise" que o país vive, provocada pelo sistema financeiro, que é global e "para a qual ainda não foram encontradas nem soluções globais, nem instituições globais".

No seu discurso, mostrou-se também preocupado com "os números elevados do desemprego e o fenómeno da pobreza que lhe está associado e que leva à perda" da liberdade, um valor "essencial à dignidade humana".

"Se um cidadão está impedido de aceder a instrumentos basilares que lhe permitam um relacionamento normal com os seus concidadãos, como é o caso dos que experimentam a pobreza ou os que não têm acesso a um emprego remunerado de forma justa, não é um ser verdadeiramente livre, nem pode sentir que vive numa sociedade com justiça", afirmou.

Silva Peneda referiu ainda que as dificuldades atuais da União Europeia (UE) "só serão ultrapassadas se existir uma maior coordenação entre políticas económicas e orçamentais".

"As dificuldades da UE podem ser ultrapassadas se as suas instituições se transformarem em poderosas máquinas promotoras de compromisso entre grandes e pequenos, entre ricos e pobres, entre o norte e o sul", disse.