Ministério das Finanças

Sindicalistas exigem demissão do Governo em vigília

Sindicalistas exigem demissão do Governo em vigília

Dirigentes e ativistas sindicais da função pública, afetos à CGTP, estão em vigília junto ao Ministério das Finanças, em Lisboa, para exigir a demissão do Governo e novas políticas para o país e para a administração pública.

"A demissão do Governo é uma exigência de todos os trabalhadores. Os problemas dos portugueses mantém-se, por isso a demissão do Governo continua a ser uma exigência, em particular para os trabalhadores da administração pública porque os despedimentos estão em cima da mesa, assim como o aumento do horário de trabalho e um regime de contrato de trabalho que nos retira muitos direitos", disse à Lusa Ana Avoila.

A coordenadora da Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública, que integra o sindicato do sul, que promoveu a vigília, salientou que a proposta de Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas vai desregular ainda mais as condições de trabalho no setor.

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"O novo regime de contrato de trabalho retira muitos direitos aos trabalhadores da administração pública, que tem sido tão prejudicados com cortes nas pensões, mais descontos para a ADSE e agravamento das condições de trabalho", apontou Ana Avoila.

Segundo a sindicalista, a vigília, que se prolonga pela noite e até meio da manhã de sexta-feira, tem também como objetivo mostrar aos trabalhadores que os dirigentes e ativistas sindicais que permanecem em protesto junto ao Ministério das Finanças "não desistem de lutar e vão continuar a exigir um Portugal soberano".

"Para isso é preciso alterar o rumo de empobrecimento do país e o Governo demitir-se", sublinhou.

Ana Avoila acusou o Governo de ter enganado as pessoas, que estão indignadas e vão penalizá-lo nas próximas eleições.

O Parlamento aprovou na quinta-feira, na generalidade, as propostas do Governo sobre o aumento do horário de trabalho no Estado, de 35 para 40 horas semanais, e o sistema de requalificação de funcionários públicos que vai substituir o regime de mobilidade especial.

As duas propostas de lei estão agora na respetiva comissão onde serão discutidas na especialidade antes da votação final.

Estas alterações, assim como o aumento dos descontos para a ADSE e as rescisões no Estado, serão integradas na nova Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas que o executivo começou a discutir com as estruturas sindicais da função pública há cerca de três semanas e que tenciona implementar em janeiro de 2014.

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