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UGT considera que "ultra-austeridade" traduz incapacidade de Vítor Gaspar em cumprir metas

UGT considera que "ultra-austeridade" traduz incapacidade de Vítor Gaspar em cumprir metas

O secretário-geral da UGT, João Proença, considerou esta quarta-feira que o Orçamento do Estado para 2013 impõe aos portugueses "uma ultra-austeridade", justificada pela incapacidade do ministro das Finanças em cumprir os objetivos que propõe.

"Este é o Orçamento da crise, do desemprego e do desespero para muitas famílias, na medida em que introduz um aumento brutal da carga fiscal, penalizando sobretudo os rendimentos do trabalho das pensões", afirmou João Proença em conferência de imprensa, após uma reunião do Secretariado Nacional.

No entender do sindicalista, esta "ultra-austeridade só pode ser justificada como um fator de segurança do ministro das Finanças, Vítor Gaspar, que é incapaz de cumprir os objetivos que propõe" e condenou a intenção do Governo de cortar 6% no subsídio de desemprego e 5% no subsídio de doença.

"Em vez dos 2,2% do PIB [Produto Interno Bruto] necessários para os objetivos referidos, o ministro das Finanças anunciou a 04 de outubro uma diminuição de despesas e aumento de receitas de 4,2% do PIB (7 mil milhões de euros). Em 15 de outubro corrige, sem reconhecer o seu erro, um objetivo de 3,2% do PIB (5,3 mil milhões de euros)", referiu Proença.

Ou seja, "o Governo ainda continua a exigir aos portugueses mais de 1,7 mil milhões de euros do que os necessários para atingir os objetivos do mesmo Governo", acrescentou.

A UGT revelou também que vai solicitar uma reunião ao Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, para pedir a fiscalização prévia da constitucionalidade do Orçamento do Estado para 2013.

A decisão foi hoje tomada na reunião do Secretariado Nacional, com um voto contra e uma abstenção, que decorreu na sede da central sindical, em Lisboa.

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João Proença deu ainda conta que a estrutura sindical vai reunir-se com todos os grupos parlamentares "para expor as suas posições" perante um Orçamento "totalmente inaceitável". O primeiro encontro será com o PS, já na próxima segunda-feira.

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