Política

Vítor Gaspar insiste na "disponibilidade total" para consenso com o PS

Vítor Gaspar insiste na "disponibilidade total" para consenso com o PS

O ministro das Finanças insistiu, esta sexta-feira, na "disponibilidade total do Governo" para "trabalhar" com o PS "na densificação e abrangência" de um "consenso nacional alargado" em relação à Europa "a tempo" da cimeira europeia de junho.

"Como os partidos da maioria, reafirmo a disponibilidade total do Governo de trabalhar com o maior partido da oposição na densificação e abrangência desse acordo com o objetivo de consubstanciar um consenso nacional alargado a tempo da cimeira europeia de junho", disse Vítor Gaspar.

O ministro falava no Parlamento, no encerramento do debate do Documento de Estratégia Orçamental (DEO) para 2012-2016, do Quadro Plurianual de Programação Orçamental para o mesmo período e de diversas resoluções dos partidos, incluindo uma do PS que recomenda a revisão do DEO.

Vítor Gaspar fez estas declarações dirigindo-se ao líder parlamentar do PS, Carlos Zorrinho, a quem reconheceu "toda a razão" em relação à necessidade de revisão do Documento de Estratégia Orçamental hoje aprovado pela maioria PSD/CDS.

"Lembro-lhe que hoje, com a votação da lei que inclui o quadro orçamental plurianual, o Documento de Estratégia Orçamental, como documento de acompanhamento, passa a ser um facto histórico passado. Efetivamente, numa situação de crise e emergência nacional, como repito frequentemente, a condução de política é um exercício de gestão de riscos e incertezas", afirmou.

"Nesse contexto, tem toda a razão, é necessário rever permanentemente a situação com toda a informação disponível", disse a seguir, acrescentando: "Asseguro-lhe que a estratégia orçamental e a execução orçamental, tendo em conta toda a informação relevante, estão em curso de forma enquadrada no contexto do quarto exame de avaliação do programa de ajustamento", disse.

Para Vítor Gaspar, "dado que essa substância fundamental está assegurada", só "dificuldades de redação" poderão impedir um "consenso alargado" sobre esta questão.

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Antes, Carlos Zorrinho tinha sublinhado "a aproximação" da maioria PSD/CDS e do Governo "às posições do PS", na quarta-feira, quando o Parlamento aprovou a resolução socialista para a negociação de uma adenda ao tratado orçamental europeu com vista ao crescimento e ao emprego.

"Mas é necessário que isso tenha também consequências e sequência", disse Zorrinho, que criticou o envio do DEO para Bruxelas sem antes ser entregue, pelo Governo, à Assembleia da República.

Na mesma intervenção, Zorrinho insistiu na necessidade de "reapreciar" o DEO "à luz de alguns fatores fundamentais", dado que o contexto macroeconómico mudou, o desemprego cresceu "muito mais do que o previsto", que está em curso uma nova avaliação do programa de assistência financeira e que PSD e CDS já reconheceram serem precisas medidas para o crescimento e emprego.

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