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Advogados indignados com acórdão do Tribunal de Aveiro

Advogados indignados com acórdão do Tribunal de Aveiro

"Qualquer condenação seria muito", "isto é de um desequilíbrio que não tem explicação" e "não concordamos, vamos interpor recurso", foram algumas das declarações dos advogados de defesa após a leitura do acórdão do caso "Face Oculta", que condenou todos os 36 arguidos do processo.

Tiago Rodrigues Bastos, advogado de Armando Vara, não escondeu a sua indignação, perante a condenação do seu cliente a uma pena efetiva de 5 anos de prisão."Alguém esperava uma coisa destas? Por amor de Deus! Isto é de um desequilíbrio que não tem explicação", afirmou.

"Estou desapontado. Cinco anos neste processo, para mim, é o mesmo que cinco dias. Qualquer condenação seria muito. Vamos agora para a fase seguinte", declarou Rui Patrício, advogado de José Penedos, que foi condenado a 5 anos de prisão efetiva, em cúmulo jurídico, por dois crimes de corrupção e um crime de participação económica em negócio.

Por outro lado, Sá Fernandes, advogado de Paulo Penedos - condenado a 4 anos de prisão efetiva por tráfico de influência - anunciou que vai recorrer: "Nós respeitamos esta decisão, que é extensa e bem fundamentada, mas não concordamos e vamos interpor recurso".

O advogado do empresário Manuel Godinho, Artur Marques, afirmou que a condenação de 17 anos e meio de prisão do seu cliente não é surpresa, mas sim a inexistência de absolvições.

"Num processo desta dimensão, com este número de arguidos, com esta quantidade astronómica de imputações e de crimes, reparem não há uma única absolvição", declarou Artur Marques para quem "isto é sintomático".

Questionado se esperava uma pena tão elevada, o advogado lembrou que "a pena pedida tinha sido 16 anos", adiantando nunca ter tido dúvidas "de que a pena aplicada iria ser superior à pena pedida pelo Ministério Público, não pelo processo em si".

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"É evidente - tenho de dizer isto como é óbvio - estou na mais frontal discordância relativamente a esta decisão", salientou, acrescentando que, "obviamente", vai recorrer.

*Com Agência Lusa

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