Face Oculta

Alegações do "Face Oculta" adiadas devido a atraso na entrega de documentos

Alegações do "Face Oculta" adiadas devido a atraso na entrega de documentos

O coletivo de juízes do processo "Face Oculta" adiou, esta quinta-feira, o início das alegações do Ministério Público, devido ao atraso da empresa EDP Imobiliária na entrega de alguns documentos requeridos há vários meses pelo tribunal.

A decisão resultou de um requerimento apresentado pelo advogado de Paiva Nunes, ex-administrador da EDP Imobiliária, que alertou para a possibilidade de se estar perante uma nulidade, caso começassem as alegações do Ministério Público (MP), que estavam marcadas para esta quinta-feira.

Em causa estão alguns documentos que a empresa assistente no processo ainda não juntou aos autos, tal como tinha sido solicitado pelo tribunal, a pedido do arguido Paiva Nunes, que está acusado de dois crimes de corrupção e um de participação económica em negócio.

No requerimento, o advogado Castanheira Neves, diz que ainda não foi cumprido o despacho do tribunal e requer que a prova "seja junta em momento anterior ao início das alegações orais".

Apesar de se tratar de um caso "com múltiplos arguidos e alguma separação da matéria", o procurador do MP, Marques Vidal, sugeriu o adiamento das alegações para "evitar outros entendimentos".

O coletivo de juízes está a proceder à recalendarização das alegações.

O julgamento "Face Oculta" decorre há mais de dois anos no tribunal de Aveiro.

O processo está relacionado com uma alegada rede de corrupção que teria como objetivo o favorecimento do grupo empresarial do sucateiro Manuel Godinho, nos negócios com empresas do setor empresarial do Estado e privadas.

Entre os 36 arguidos estão personalidades como Armando Vara, antigo ministro e ex-administrador do BCP, José Penedos, ex-presidente da REN, e o seu filho Paulo Penedos.

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