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Apoio judiciário a Vale e Azevedo surpreende contribuintes

Apoio judiciário a Vale e Azevedo surpreende contribuintes

A atribuição de apoio judiciário britânico a João Vale e Azevedo para contestar o pedido de extradição para Portugal surpreendeu uma organização de contribuintes, um credor e um advogado britânico.

Por estar falido desde 2009, o ex-presidente do Benfica foi considerado não possuir meios para pagar a defesa jurídica em tribunal. Porém mantém a morada num complexo residencial de luxo em Knightsbridge, um dos bairros mais caros de Londres.

Esta aparente contradição surpreendeu Emma Boon, diretora de campanhas da Aliança de Contribuintes, uma organização britânica que defende menos impostos e um uso mais eficiente do dinheiro público.

"É muito preocupante que alguém que vive numa morada tão cara tenha direito a reclamar apoio jurídico", comentou à agência Lusa, alegando que a intenção do sistema "é assegurar que as pessoas que de outra forma não possam pagar tenham acesso à justiça".

"Neste caso não parece que alguém que tenha uma propriedade nesta morada não tenha meios para pagar e aos contribuintes vai parecer que ele é rico suficiente para pagá-la", vincou.

Também John Marriott, antigo senhorio e credor de mais de 400 mil euros em rendas nunca pagas, mostrou-se indignado por os contribuintes britânicos estarem a pagar para a defesa de Vale e Azevedo.

Além da dívida e dos impostos que paga, Marriott lembra o dinheiro "gasto com os advogados desde há 2 anos para não ver nem um penny...é incrível!".

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Para Charles Robinson, advogado de Marriott, é importante "saber quem lhe está a pagar a renda do apartamento...se não é ele que a paga!".

A atribuição de apoio jurídico ao português, argumentou, "é um abuso imenso do sistema" e defende que "toda esta situação tem que ser investigada".

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