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Arguido João Gouveia prescinde de prestar declarações sobre o Meco

Arguido João Gouveia prescinde de prestar declarações sobre o Meco

A advogada do arguido João Gouveia revelou, esta segunda-feira, que o seu cliente prescindiu do direito de ser ouvido na fase de instrução do processo relacionado com a morte de seis jovens na praia do Meco, em dezembro de 2013.

"Durante o inquérito, o João Miguel Gouveia falou durante várias sessões, todas elas durante mais de 10 horas", disse Paula Brum à saída do Tribunal de Setúbal, assegurando que o inquérito seguiu todas as pistas de investigação e que o arguido não tem nada a acrescentar sobre o processo.

"O despacho de arquivamento diz da total inexistência de indícios da prática de qualquer crime", acrescentou Paula Brum.

O advogado das famílias dos seis jovens, Vitor Parente Ribeiro, acredita, no entanto, que a fase de instrução poderá esclarecer algumas questões e, eventualmente, abrir caminho à realização de julgamento.

"Com um contra-inetrrogatório, fica mais claro o que é que efetivamente acontecia, a imagem que existia sobre o Dux no COPA, coisa que até este momento nunca tinha acontecido", disse Vítor Parente Ribeiro.

A instrução do processo, que teve início no Tribunal de Setúbal, prossegue na próxima sexta-feira, a partir das 13.30 horas, com a inquirição de um perito do Instituto de Medicina Legal, a que se segue o debate instrutório, aberto à comunicação social.

Durante a manhã, o pai do arguido falou aos jornalistas e negou a existência de uma estratégia de silêncio. "O apuramento da verdade é o que mais interessa ao João e à família e também aos familiares dos jovens que morreram", disse o pai do jovem.

"Durante meses a fio, sem invocar ser arguido, o meu filho disponibilizou-se para prestar todos os esclarecimentos possíveis", disse João Gouveia, pai. Fê-lo através da irmã, "num momento em que ainda estava bastante fragilizado", mas "depois isso deixou de ser possível", em face das acusações públicas e condenações na praça pública.