segurança

Associação da GNR critica "secretismo" de propostas

Associação da GNR critica "secretismo" de propostas

A Associação Nacional de Guardas pediu, esta quarta-feira, uma reunião urgente ao ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, para abordar a proposta de revisão de competências da PSP e GNR.

Num comunicado, a ANAG critica o "secretismo" com que foram elaboradas as propostas do Conceito Estratégico de Segurança e Defesa Nacional, adiantando que o "sigilo só contribuiu para motivar tomadas de posição precipitadas e corporativas que podem gerar conflitos de ideias entre as duas forças de segurança".

Segundo a proposta da comissão de revisão do novo Conceito Estratégico de Segurança e Defesa Nacional, a GNR deverá passar a ter responsabilidade no "combate à criminalidade mais violenta e ao terrorismo, na proteção dos pontos sensíveis (em articulação com a PSP), na vigilância e no controlo das infraestruturas críticas e das principais vias de comunicação e fronteiras".

Já a PSP passa a ser orientada para "a proteção e segurança de pessoas e bens, enquanto força mais vocacionada para o policiamento das grandes urbes, devendo privilegiar o policiamento de proximidade e os programas especiais de policiamento comunitário", revela o documento que já foi entregue.

A divulgação deste documento criou um mal-estar na PSP, com alguns sindicatos a considerar que esta proposta levaria ao desmantelamento da Polícia de Segurança Pública e ao fim da Unidade Especial de Polícia, como o Grupo de Operações Especiais e Corpo de Intervenção.

Na nota, a Associação Nacional de Guardas apela à ponderação por parte dos elementos da PSP e da GNR para que estas "intenções não sirvam de arma de arremesso entre duas fundamentais forças de segurança que têm como principal missão proteger o país e os cidadãos".

A ANAG, que gostaria de conhecer os estudos que resultaram naquela proposta, sublinha também que "há tempo e espaço para que todos os envolvidos possam exprimir a sua opinião", tendo em conta que ainda não há um documento final.

Esta associação considera igualmente que a GNR está preparada para assumir "em exclusividade as funções" de combate ao terrorismo e criminalidade organizada, destacando que as missões internacionais "testaram ao limite a operacionalidade e competência de milhares de militares no combate às várias formas de criminalidade violenta, conflito e terrorismo".

Para a ANAG, não é relevante o argumento de redução de custos para evitar duplicações e a redundância de serviços pela PSP e GNR, uma vez que estas alegadas situações são de fácil resolução.

Porém, considera "mais preocupante a comissão defender uma única tutela política e um núcleo de segurança nacional a funcionar no gabinete do primeiro-ministro, com a finalidade de monitorizar as medidas e acompanhar a execução das linhas estratégicas".

Outros Artigos Recomendados