segurança

Audição de arguidos e alegações do caso Freeport marcadas para dias 9 e 16 de julho

Audição de arguidos e alegações do caso Freeport marcadas para dias 9 e 16 de julho

O coletivo de juízes que está a julgar o caso Freeport, no Tribunal do Barreiro, deferiu esta quinta-feira o adiamento da audição dos dois arguidos e as alegações da defesa, para os próximos dias 9 e 16 de julho.

A decisão do coletivo, presidido por Afonso Andrade, surgiu em resposta a um requerimento interposto pela advogada de defesa dos arguidos, Paula Lourenço, em que esta alegou "a necessidade de mais tempo para se preparar".

O requerimento apresentado por Paula Lourenço teve igualmente efeitos suspensivos em relação ao depoimento das três testemunhas de defesa, marcado para as 9.30 horas de sexta-feira.

A audição do coarguido Charles Smith estava prevista para as 14 horas de sexta-feira, enquanto a de Manuel Pedro, para as 09:30, da próxima segunda-feira (dia 09).

Assim, a audição das três testemunhas de defesa ficou marcada para as .9.30 horas da próxima segunda-feira (dia 09), e a audição de Charles Smith e Manuel Pedro, para as 14 horas do mesmo dia.

Recorde-se que os ex-sócios da empresa de consultoria Smith & Pedro -- acusados de tentativa de extorsão -- se remeteram ao silêncio desde o início do julgamento, a 08 de março último.

Esta quinta-feira, aos jornalistas, Charles Smith deixou implícito que iria prestar declarações em tribunal.

O processo Freeport teve origem em suspeitas de corrupção e tráfico de influências na alteração à zona de Proteção Especial do estuário do Tejo, e no licenciamento do centro comercial, em Alcochete, quando era ministro do Ambiente José Sócrates, que mais tarde veio a ser primeiro-ministro.

Em causa estava também o alegado financiamento ilegal a partidos políticos.

Durante a investigação e fase de inquérito do caso Freeport foram constituídos arguidos sete pessoas -- entre os quais João Cabral, funcionário da Smith & Pedro, o arquiteto Capinha Lopes, o antigo presidente do Instituto de Conservação da Natureza Carlos Guerra e o então vice-presidente do mesmo organismo José Manuel Marques, assim como o ex-autarca socialista de Alcochete José Dias Inocêncio.

Apenas dois dos sete arguidos foram acusados e levados a julgamento.

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG