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Avisa filho que matou a mãe e que ia continuar a matança

Avisa filho que matou a mãe e que ia continuar a matança

O telefonema foi feito, soube o JN junto de fontes policiais, depois de Manuel Faria, lavrador, de 58 anos, ter baleado a mulher, Lucília Faria, de 53 anos, na casa do casal, na Palhota, Pinhal Novo.

Lucília ainda conseguiu pedir socorro a familiares, mas veio a sucumbir. Já o agressor tinha telefonado a um dos dois filhos, dizendo que havia mais gente para abater. Terá usado mesmo a expressão "amigos" ou "amigas". Nessa altura, já se dirigia para casa da amiga de Lucília, Cidália, de 55 anos, para a matar, assim como ao companheiro, que se salvou porque o homicida o viu caído no chão e se convenceu de que estava morto.

Manuel Faria não terá especificado ao filho quem eram os alvos, mas o telefonema permitiu a Jorge alertar o posto de Palmela da GNR. Uma força de militares foi enviada ao local, mas só então Jorge terá avançado o nome de uma das possíveis vítimas, Belmira, não se sabendo, no entanto, o porquê de ter sido essa e não outra possível vítima a ser apontada.

A GNR de Setúbal fez avançar para o local outra força para proteger Belmira. "Ela estava a dormir e acordou sobressaltada", contou uma amiga ao JN. A mulher foi levada para o posto da GNR de Pinhal Novo e só deixou a proteção das autoridades depois de Manuel Faria ter sido encontrado morto, ao fim da manhã de anteontem.

No telefonema para o filho ele terá referido a palavra "amigas" ou "amigos" de Lucília para definir os novos alvos, e seriam essas as pessoas que faziam parte da lista com seis nomes criada na cabeça de Manuel Faria e que, para ele, seriam responsáveis pelo mau caminho que seguia o seu casamento.

O agressor já tinha proferido várias ameaças em público contra determinadas pessoas, algo que, no entanto, nunca chegou ao conhecimento das autoridades, porque ninguém lhe deu importância.

Amigos falam também da doença maligna de que padecia Manuel Faria, mas fontes policiais adiantaram que, para já, estão concentrados no acompanhamento de que Manuel Faria estava a ser alvo pela Segurança Social.

Esse acompanhamento começou a ser feito quando, em abril, tal como JN ontem noticiou, Manuel escreveu uma carta à família a dizer que se ia matar. A conclusão é que ele sofria de uma profunda depressão, tendência para o suicídio e tinha de ser medicado. Por isso, os filhos tiraram-lhe a espingarda. Mas ele arranjou outra para matar a mulher, a amiga e suicidar-se. v

pessoas estavam

numa lista feita

por Manuel Faria, lavrador, 58 anos. Queria matá-las. Matou duas e suicidou-se.