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Baptista da Silva confirma que esteve preso e foi condenado duas vezes

Baptista da Silva confirma que esteve preso e foi condenado duas vezes

Artur Baptista da Silva confirma que foi condenado duas vezes, num dos casos não explica qual o crime cometido, noutro reconhece ter sido culpado de um "trágico atropelamento mortal", cumprindo pena de 13 meses de prisão efetiva.

"Confirmo, com exceção dos tribunais plenários (extintos em 1974) que, fui, por duas vezes, condenado, em tribunal, ao longo da minha vida de mais de 60 anos", refere Baptista na Silva numa nota enviada à agência Lusa depois de uma troca de mensagens em que sempre recusou a realização de uma entrevista.

A primeira condenação, afirma, aconteceu "por factos ocorridos há mais de 30 anos, enquanto administrador de uma empresa internacional".

O acórdão da sentença, segundo refere Baptista da Silva - que se apresentava como "consultor da ONU", mas que agora clarifica que é apenas "colaborador voluntário" -, especificava que "ficou provado não ter havido nenhum proveito pessoal decorrente dos factos então julgados".

Em relação ao segundo caso de condenação, que ocorreu na sequência de um acidente de viação, em 2002, "que resultou num trágico atropelamento mortal de uma cidadã septuagenária quando circulava, como ficou exarado no texto da sentença, à velocidade de 35 Km/hora", Baptista da Silva afirma ter cumprido a pena de "13 meses de prisão efetiva, por negligência simples".

Por fim, ataca os órgãos de comunicação social pela "agressividade dos textos" que foram feitos a propósito destas suas condenações.

"Num país onde grassa a impunidade, relativamente aos crimes mais graves, com especial relevo para os económicos e fiscais que lesam toda a sociedade, a situação descrita pode, eventualmente, gerar perplexidade mas não pode justificar a agressividade dos textos escritos e ou difundidos a tal propósito", refere em comunicado.

Ainda sobre a sua relação com o PNUD, Baptista da Silva explica que participou, enquanto colaborador voluntário "em inúmeras ações de intervenção humanitária no combate à pobreza extrema e ao controlo de epidemias, nomeadamente do VIH e do dengue".

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