segurança

Bloco diz que Portas deve "tirar consequências" por ter criado "via verde para negociatas"

Bloco diz que Portas deve "tirar consequências" por ter criado "via verde para negociatas"

O BE requereu, esta quinta-feira, a audição parlamentar do vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, e considerou que este deve "tirar consequências" por ser o "responsável político" pela criação dos vistos "gold", que são "uma via verde para negociatas sem critério".

"O BE exige que o Governo esclareça os contornos desta situação, que como é que é possível que altos quadros do Ministério da Justiça e do Ministério da Administração Interna estejam envolvidos nesta rede e simultaneamente vamos chamar ao Parlamento o senhor ministro Paulo Portas, que é o responsável político por esta via verde, que afinal é uma via verde para a negociata e para a corrupção", afirmou a deputada Cecília Honório aos jornalistas na Assembleia da República.

A Polícia Judiciária deteve esta quinta-feira 11 pessoas suspeitas de corrupção, branqueamento de capitais, tráfico de influência e peculato, no âmbito de uma investigação sobre atribuição de vistos "gold", incluindo a secretária-geral do Ministério da Justiça (MJ), Maria Antónia Anes, o presidente do Instituto dos Registos e Notariado, António Figueiredo, e o diretor nacional do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, Manuel Jarmela Palos.

Para a bloquista, é preciso fazer "uma avaliação política de todo este processo" e que Paulo Portas "tire as consequências de uma lei que favorece estas situações e é um corredor aberto a negociatas".

"O BE foi sempre contra os vistos 'gold' por serem uma via verde para negociatas sem critério e por terem até ao presente criado um número ridículo de empregos e diversamente terem franqueado a porta para a transferência de capitais", criticou Cecília Honório.

A deputada admitiu que o grupo parlamentar do BE pode vir a chamar ainda os ministros da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, e da Administração Interna, Miguel Macedo, mas advogou que a "avaliação política" é prioritária.

"O Governo deve hoje dar esclarecimentos aos portugueses, a situação é demasiado grave, temos altos quadros do Estado envolvidos neste processo sinistro com o indício de crimes muitíssimo graves ligados a esta rede de negócios do qual o principal propagandista foi o ministro Paulo Portas", acentuou.

PUB

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG