Submarinos

Cândida Almeida garante que processo dos submarinos não prescreverá

Cândida Almeida garante que processo dos submarinos não prescreverá

A procuradora-geral Adjunta Cândida Almeida garante que o processo judicial relacionado com a compra de submarinos pelo Estado português não prescreverá e haverá mesmo um despacho final.

"De maneira nenhuma, antes de acontecer a prescrição há despacho final, de acusação ou de arquivamento", respondeu Cândida Almeida, diretora do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), quando os jornalistas lhe perguntaram pelo processo, à sua chegada à Universidade de Verão do PSD, em Castelo de Vide, onde fará uma conferência.

A procuradora-geral Adjunta acrescentou que este caso é "uma história muito antiga já" e que, neste momento, "não há nada de novo" em relação ao que se sabe publicamente.

Há algumas semanas, o DCIAP anunciou, em comunicado, que vão ser realizadas novas diligências no caso dos dois submarinos comprados pelo Estado português e que vai solicitar a colaboração dos anterior e atual ministros da Defesa - Paulo Portas [atualmente ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros] e Aguiar Branco.

O negócio dos submarinos foi concretizado em 2004, durante o mandato de Paulo Portas como ministro de Estado e da Defesa.

Questionada sobre o alegado desaparecimento de documentos oficiais relacionados com o caso, a procuradora desvalorizou o assunto, sublinhando que os investigadores reuniram a informação disponível, a qual permite "seguir o trabalho".

Em relação ao caso Freeport, Cândida Almeida diz que só a partir de segunda-feira se debruçará sobre o dossier.

O semanário "Expresso" noticiou que o Procurador-Geral da República, Pinto Monteiro, enviou para o DCIAP o acórdão dos juízes que julgaram o caso Freeport e que optaram pela absolvição dos dois acusados, para que Cândida Almeida avalie a possibilidade de recurso do Ministério Público desta decisão.

Questionada sobre se estaria disponível para ocupar o cargo de Procuradora-Gral da República, em substituição de Pinto Monteiro, que cessa o seu mandato, Cândida Almeida escusou-se a comentar, dizendo apenas que pareceria que estava "a oferecer-se" ao cargo.