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Cerca de 500 polícias em megaoperação que deteve 49 pessoas no Porto

Cerca de 500 polícias em megaoperação que deteve 49 pessoas no Porto

Uma megaoperação da PSP, GNR, SEF e ASAE colocou, esta quinta-feira de madrugada, 500 elementos nas principais saídas e entradas no Porto. Houve 49 detenções, 2290 condutores foram identificados e nove viaturas e seis armas ilegais foram apreendidas.

Foram detidas 27 pessoas por condução sob efeito de álcool, uma por tráfico de droga, três por posse de armas ilegais, três por desobediência, nove por falta de carta de condução, duas por permanência ilegal em território nacional e ainda duas pessoas por furto e outras duas por contrafação, adiantou o responsável pelas relações públicas da PSP do Porto.

A polícia identificou 2290 condutores, dos quais 1347 foram submetidos a testes de álcool.

Foram também identificados 241 condutores no âmbito dos transportes de mercadorias e 124 cidadãos estrangeiros no âmbito da permanência ilegal em Portugal. Dos cidadãos estrangeiros identificados, dois foram detidos, quatro foram notificados a abandonar voluntariamente o país em 20 dias e outros dois foram notificados para comparecerem no Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

Na megaoperação "Porto Seguro" foram ainda apreendidas nove viaturas e seis bastões extensíveis (armas ilegais).

A operação, que começou cerca das 2 horas e prolongou-se até às 6 horas, "prende-se com o facto da polícia ter detetado nos últimos meses que alguma da criminalidade violenta se tem realizado de madrugada e utilizando as principais vias de acesso ao Porto como eixos de penetração para cometerem os crimes e depois fugirem", explicou o intendente da PSP, Pedro Moura.

A criminalidade violenta a que a PSP se refere está relacionada, sobretudo, com roubos pelo método de 'carjacking', mas também com assaltos a ATM (multibancos) e furtos a estabelecimentos com máquinas de tabaco.

O tenente-coronel Ruas Moreira, da GNR do Porto, acrescentou, por seu turno, que operação teve também a missão de "deteção e fuga aos impostos, designadamente ao IVA" e ainda "fiscalização e circulação rodoviária".

"Queremos criar um sentimento de segurança à população", referiu o tenenete-coronel, acrescentando que a GNR além do efetivo do Comando Territorial do Porto contou também com o reforço da Unidade de Intervenção de Lisboa para prestar segurança à operação.

A operação conjunta das quatro forças policiais - com a PSP, GNR, Serviço de Estranfeiros e Fronteiras (SEF) e Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) -, desenrolou-se na área do grande Porto, em seis auto estradas: A1, A44, A20, A28, A4 e A3.

O efetivo policial esteve espalhado por sete postos de fiscalização: Devesas (A1), Oliveira do Douro (A44), freixo (A20), Leça (A28), Custóias e Ermesinde (A4) e Trofa (A3), adiantou o intendente Pedro Moura.

"É a primeira vez que uma operação desta dimensão e com a articulação e coloboração das quatro forças policiais acontece no Porto", admitiram os responsáveis pela operação.

Luís Frias, diretor do SEF do norte, disse que a intervenção do SEF, com 10 elementos, assenta na necessidade de analisar a situação documental de cidadãos estrangeiros que sejam intercetados ao longo da operação "estejam, ou não, indiciados pela prática de ilícitos criminais".

"O Porto e a região norte tem uma comunidade estrangeira significativa e é expectável que sejam detetados cidadãos estrangeiros em situação de ilegalidade, estejam ou não relacionados com ilícitos criminais", acrescentou Luís Frias.

A ASAE, nos sete postos de controlo da operação policial, colocou cerca de 20 elementos e o objetivo principal na colaboração é "a defesa do consumidor", explicou Rute Serra, inspetora responsável da Direção regional do Norte da ASAE.

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