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Comando-geral faz "leitura muito lúcida" da realidade na GNR

Comando-geral faz "leitura muito lúcida" da realidade na GNR

A Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) disse, esta quarta-feira, que o comando-geral da GNR faz no plano de atividade de 2012 "uma leitura muito lúcida" da realidade atual da instituição, sendo agora necessário resolver os problemas identificados.

O presidente da APG, José Manageiro, disse à agência Lusa que o plano de atividade de 2012 faz "uma leitura muito lúcida" da atual realidade da instituição e do país ao abordar as questões que causa "grande preocupação".

No documento, a GNR refere que as políticas de austeridade orçamental, a falta de pessoal e a perda de regalias sociais e salariais, associadas ao aumento da criminalidade grave e violenta, representam "as ameaças mais significativas" e influenciam a motivação dos militares.

José Manageiro adiantou que os problemas da corporação e dos militares estão identificados, sendo agora necessário "ultrapassá-los".

O presidente da APG disse também que o poder político tem que tomar consciência dos problemas e encontrar uma solução, caso contrário vão agravar-se.

Sobre o estado das instalações e viaturas policiais, José Manageiro afirmou que uma parte significativa dos meios colocados à disposição dos profissionais da GNR está numa "situação deplorável".

Segundo a APG, muitas das instalações não têm as condições necessárias, além de existir falta de material informático, chegando os militares a levar os seus computadores pessoais para o serviço.

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No plano de atividade de 2012, a GNR refere que necessita este ano de, pelo menos, três milhões de euros para obras de reabilitação das instalações e alerta para os "elevados custos" com a manutenção das viaturas, a maioria com mais de 10 anos.

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