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Detido por burla das "cartas da Nigéria"

Detido por burla das "cartas da Nigéria"

Um estrangeiro, de 43 anos, foi detido na madrugada desta terça-feira pela GNR na fronteira do Caia, no concelho de Elvas, por suspeitas da prática de crime de burla, através de um esquema denominado "cartas da Nigéria".

O Comando Territorial de Portalegre da GNR revelou que o homem viajava num autocarro regular, proveniente de Madrid e com destino a Lisboa, tendo sido detido durante uma operação de fiscalização na fronteira de Caia.

O indivíduo encontrava-se "na posse de 1.200 envelopes, contendo, no seu interior, o conhecido esquema de burlas denominado 'cartas da Nigéria'", adiantou a força de segurança.

Além dos envelopes, os militares da GNR apreenderam ainda 1.200 euros, "destinados a suportar as despesas de envio por correio para diversos pontos do mundo".

O suspeito foi presente ao primeiro interrogatório judicial, tendo-lhe sido aplicado Termo de Identidade e Residência (TIR), com o processo a transitar para a fase de inquérito.

"Numa época em que a crise económica se faz sentir um pouco por todo o lado, e aproveitando-se de esquemas ilícitos, multiplicam-se os autores deste tipo de crime", alertou a força de segurança.

Já em novembro passado, na mesma fronteira, a GNR tinha detido outras duas pessoas, um homem e uma mulher, por suspeitas de igual crime de burla.

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Na ocasião, a GNR explicou que este esquema das "cartas da Nigéria" teve início nos anos 90 do século passado, consistindo no envio de correspondência, normalmente redigida em língua inglesa.

As cartas são dirigidas a pessoas com algum relevo económico e social e o remetente proclama-se alto quadro do governo ou de empresas de determinado país africano, que, inicialmente, começou por ser a Nigéria, o que justifica o cognome da burla.

Segundo a GNR, a carta contém uma "aliciante proposta de negócio", efetuada por alguém que diz possuir grande quantia de dinheiro e que a quer transferir para o estrangeiro.

A partir desse ponto, é pedido o número da conta do destinatário para receber uma contrapartida percentual em todo o negócio, sendo posteriormente pedidas quantias pecuniárias.

Este esquema pode não ficar concluído numa única carta, sendo dado a conhecer ao burlado gradualmente.

O Comando Territorial de Portalegre avisou hoje, contudo, que estes tipos de burlas não circulam "apenas por correio normal", pois, são também "muitos os casos de correspondência eletrónica" com os mesmos fins ilícitos.

"O mais popular está relacionado com lotarias ou euromilhões. É apresentado um prémio milionário e, a partir daí, iniciam-se os contactos entre o criminoso e a vítima", realça a GNR, aconselhando os cidadãos a manterem-se "atentos" e, no caso de burla, a contactarem as autoridades.

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