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Diretor do SEF optou por falar em tribunal

Diretor do SEF optou por falar em tribunal

O diretor do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, Manuel Jarmela Palos, começou a ser ouvido pelo juiz Carlos Alexandre, no "Campus da Justiça", em Lisboa. Cerca das 15 horas, na pausa para almoço, o advogado disse que o arguido "estava a falar".

João Medeiros, diretor do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, Manuel Jarmela Palos, disse aos jornalistas que o seu constituinte optou por falar durante a inquirição, renunciando ao direito de optar pelo silêncio. "Está a falar", disse o causídico aos jornalistas, no intervalo para almoço, cerca das 15 horas.

Manuel Jarmela Palos começou a ser ouvido por volta das 10.30 horas da manhã deste sábado. O juiz Carlos Alexandre foi o primeiro a chegar ao tribunal, cerca das 8.40 horas, 20 minutos antes da hora prevista para o início das inquirições, que devem prolongar-se por todo o dia, eventualmente até de madrugada.

O diretor do SEF é, para já, o primeiro e único a ser ouvido pelo juiz Carlos Alexandre, no "Campus da Justiça", em Lisboa, no âmbito da operação Labirinto, que culminou com a detenção de 11 pessoas, entre estas o presidente do Instituto de Registos e Notariado, António Figueiredo.

Recorde-se que os 11 detidos foram ontem presentes ao Tribunal de Instrução Criminal, apenas parta identificação, processo que só ficou concluído cerca das 0.30 horas.

Manuel Jarmela Palos, que fica para a história como o primeiro diretor nacional de uma Polícia a ser detido.

O caso levou à demissão da secretária-geral do Ministério do Ambiente, Albertina Gonçalves, e mexeu com outras figuras do Estado. Maria Antónia Anes, secretária-geral do Ministério da Justiça, deixou uma carta de demissão, antes de ser exonerada pela Ministra da Justiça, e António Figueiredo suspendeu funções.

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Alguns dos suspeitos são das relações pessoais ou profissionais do ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, que terá já garantido ao primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, que não tem nada a ver com os casos. A nível institucional, será o vice-primeiro-ministro Paulo Portas a responder pelo Executivo às questões sobre o caso, que mexe, também, com os serviços secretos.

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