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Dois quilómetros de cabo de cobre furtados na Guarda

Dois quilómetros de cabo de cobre furtados na Guarda

Vinte postes foram cortados na região de Vilar Formoso, Guarda, para furtarem mais de 2,100 metros de fio de cobre. O alerta foi dado pela população, que alertou a GNR para a falta de comunicações.

Os autores do crime "cortaram, com recurso a uma moto serra, os postes pela base para depois furtarem os mais de dois quilómetros de cabo de cobre", concluiu a fonte da GNR.

Os custos referentes a furtos de cobre registados pela EDP, nos últimos três anos e meio, ascendem a mais de 24,4 milhões de euros com tendência de forte crescimento, disse em Novembro à Lusa fonte da empresa.

"Desde 2008, que se regista uma tendência de forte crescimento e a empresa registou este ano, até 15 de Julho, 2457 ocorrências de furto de cobre", num custo superior a 7,97 milhões de euros, contra 2889 furtos no valor de 9,08 milhões de euros em 2010.

O "aumento de roubo de cobre em Portugal" levou o eurodeputado Nuno Melo (CDS-PP) a apresentar em Bruxelas um requerimento para saber se a Comunidade Europeia "pretendia fixar regras para o comércio e certificação na venda deste produto".

Este tipo de crime "já foi reconhecido por ser cometido pelos chamados grupos criminosos móveis ou itinerantes", que já "foram identificados como uma das oito prioridades a serem combatidas no âmbito da criminalidade internacional grave", referiu o eurodeputado em documento enviado no início de Dezembro.

Por seu lado a CE diz que "poderá vir a adoptar um sistema de certificação de produto", assim como "organizar campanhas de sensibilização dirigidas a sucateiros e a introdução do princípio conheça a identidade do seu cliente", sempre que o cobre é transaccionado, escreveu o deputado.

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O furto de cobre já levou o Ministério da Administração Interna a assinar um protocolo de cooperação, designado por "Campo Seguro", com a GNR, a EDP, a PT Comunicações, a Epal Águas Livres, a Refer Rede Ferroviária, devido aos "níveis de crescimento preocupantes" decorrentes dos altos preços dos materiais, lê-se no documento a que a Agência Lusa acedeu.

O projecto "Campo Seguro" utiliza equipamentos electrónicos que alertam as autoridades policiais, através de um dispositivo georreferenciado para o posto da GNR mais próximo, para o furto dos metais instalados em postos de transformação, canalizações ou pivôs de rega, entre outros equipamentos.

A Guarda Nacional Republicana divulgou pelos Comandos territoriais o Relatório de Informações nº 1097, relativo a furto de metais e a que a Lusa acedeu, em que revela que as regiões de "Leiria e Santarém apresentam 29,5% do fenómeno" e que "o cobre é o alvo mais apetecível".

Relacionado com a prática deste tipo de crime, a GNR "identificou 509 indivíduos" no ano passado e "deteve 225 pessoas", sendo que "53% lhes foi aplicada a medida judicial de Termo de Identidade e Residência", o que em muitos casos "possibilita a continuação da actividade criminosa", diz o documento da GNR.

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