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Ex-aluno ataca professora à machadada na Universidade de Coimbra

Ex-aluno ataca professora à machadada na Universidade de Coimbra

Por não lhe ter sido renovada a bolsa de estudo para o doutoramento, um irlandês atacou, segunda-feira à tarde, uma professora da Universidade de Coimbra à machadada. Segundo fonte hospitalar, a docente tem de ser operada.

Colin Paul Gloster, de 33 anos, já tinha proferido "algumas ameaças nos serviços académicos", segundo o gabinete de Imprensa da Universidade de Coimbra (UC). Por volta das 16 horas de segunda-feira, concretizou-as. Subiu ao quarto piso do Departamento de Física da UC, entrou no gabinete da professora Maria Filomena Santos, de 54 anos, e atingiu-a com uma machada que levava escondida.

A vítima estava com outro aluno e Colin Gloster foi rapidamente manietado. Mas os golpes que este ainda conseguiu desferir causaram lesões graves no braço esquerdo e na mão direita da docente. Segundo informou uma fonte oficial do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, a paciente teria de ser submetida a uma cirurgia, para reconstrução dos tendões atingidos.

Já o ex-doutorando foi detido pela PSP e será, esta terça-feira, presente a um juiz, para aplicação de medidas de coação.

Fonte da assessoria de Imprensa da UC assumiu que o ex-aluno de doutoramento de Física agiu em retaliação, inconformado com o facto de lhe ter sido cortada a bolsa de estudo. Era uma bolsa da Fundação para a Ciência e Tecnologia, anual e renovável por um período máximo de quatro anos. Tal renovação dependia da professora agredida e de um outro docente.

Em Coimbra desde 2008

Segundo as informações recolhidas pelo JN, a não renovação da bolsa foi decidida há pelo menos um ano, pelo que Colin Gloster deixou de ser aluno da UC e abandonou a sua tese de doutoramento, relacionada com a atividade da Agência Espacial Europeia, desde que deixou de ter meios para pagar as propinas.

Depois de uma passagem pela Universidade de Pisa, Colin Gloster ingressou na UC, em 2008, onde integrou um grupo que tem obtido resultados importantes na investigação da chamada "matéria negra". Mas o seu contributo ficou sempre aquém das expectativas e, depois de abandonar esse grupo, não terá tido melhor desempenho.

Ainda segundo o gabinete de Imprensa da UC, o ex-aluno irlandês era considerado "problemático".

"Era completamente associal, não cumprimentava ninguém", concretiza um professor ao JN, apelando a que, de uma vez por todas, se resolva um problema que considera ser do foro "psiquiátrico".

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