Austeridade

Falta de pessoal e perda de salários "ameaçam" militares da GNR

Falta de pessoal e perda de salários "ameaçam" militares da GNR

As políticas de austeridade orçamental, a falta de pessoal e a perda de regalias sociais e salariais, associadas ao aumento da criminalidade, representam "as ameaças mais significativas" para a GNR e influenciam a motivação dos militares.

No plano de atividades 2012, disponível na página da Internet da corporação, a GNR identifica os fatores críticos, articulando a análise das vulnerabilidades e potencialidades da instituição com o ambiente interno e externo, nomeadamente dos fatores que se constituem como principais ameaças e oportunidades.

"Destaca-se as políticas de austeridade e restrições orçamentais, o défice de recursos humanos, a perda de regalias respeitantes aos militares e de competitividade salarial, que são fatores que influenciam diretamente a motivação dos militares, e o aumento da criminalidade violenta e grave, como as ameaças mais significativas", lê-se no documento.

No plano de atividades, a Guarda Nacional Republicana destaca também como "ameaças" a ineficácia do sistema judicial, a sobreposição de atribuições com outras forças e serviços de segurança, a perda de autoridade, a incompatibilidade dos sistemas de informação, a mobilidade dos autores do crime e a progressiva complexidade dos problemas sociais, como o aumento das assimetrias sociais.

Como "pontos fracos" da instituição são apontados a afetação de recursos humanos a atividades de apoio administrativo e logístico, a complexidade da gestão de recursos humanos, o modelo de gestão orçamental desatualizado, a resistência à inovação e mudança, a limitação da rede informática, a degradação do parque imobiliário e o parque informático obsoleto.

Por seu lado, a GNR salienta como os seus principais "pontos fortes", especialmente no âmbito da prevenção e do combate às ameaças externas, a natureza militar, a versatilidade, adaptabilidade, disponibilidade e o espírito de sacrifício dos elementos, "caraterísticas marcantes da cultura e organização militares que enformam a Guarda Nacional Republicana".

A capacidade de intervenção em grandes eventos, o empenho de forças a cavalo e de meios cinotécnicos, a credibilidade no âmbito da fiscalização e ordenamento do trânsito, a valência exclusiva de polícia ambiental e a capacidade operacional de uma guarda costeira, além da forte implementação em todo o território nacional, são outros "pontos fortes" enumerados por aquela força de segurança.

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O plano de atividades traça ainda os objetivos e estratégias que vão ser desenvolvidos pela GNR ao longo deste ano.

Entre os objetivos operacionais estão o aumento do efetivo global afeto à componente operacional,a intensificação das ações no âmbito da segurança rodoviária, o controlo da posse ilegal de armas e da proteção da natureza e do ambiente, o reforço da participação na cooperação policial europeia e o aumento das estruturas de investigação criminal no dispositivo territorial, bem como a qualificação da resposta em matéria de segurança escolar e a ação policial dos militares nas áreas críticas de intervenção.

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