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Fogo posto em elevador matou três pessoas num prédio em Queluz

Fogo posto em elevador matou três pessoas num prédio em Queluz

Três pessoas morreram, esta segunda-feira, vítimas de um incêndio dentro do elevador de um prédio da Rua de Timor, em Queluz, provocado por um indivíduo que já se entregou às autoridades.O homem, vizinho de duas das vítimas, já há muito que as tinha ameaçado de morte.

O homem suspeito de estar na origem do incêndio entregou-se na esquadra da PSP na Mina, concelho da Amadora.

Os bombeiros foram chamados às 7.10 horas desta segunda-feira devido a um fogo que deflagrou no elevador do prédio, adiantou o segundo comandante da corporação de Queluz, Luís Santos.

O responsável acrescentou que os três cadáveres - um homem de meia-idade e duas mulheres, mãe (Maria de Lurdes Almeida) e filha (Rute Almeida), com idades próximas dos 60 e 30 anos, respetivamente - foram descobertos dentro do elevador, depois de o incêndio ter sido extinto.

De acordo com as autoridades, as duas mulheres viviam no 3.º andar, de onde teriam saído por volta das 6,30 horas acompanhadas por um segurança, que havia sido contratado para protegê-las.

Segundo apurámos, no 1.º andar vivia o cunhado da sexagenária (marido de uma irmã), o homem - de apelido Ribeiro, de 70 anos - que, alegadamente, terá provocado o incêndio. Para tanto, terá feito parar o elevador no intervalo entre dois andares e atirado para o interior um qualquer produto inflamável ainda desconhecido

No local, alguns vizinhos disseram que as duas mulheres - a mais velha enfermeira e a filha fisioterapeuta - eram proprietárias de uma clínica de fisioterapia em Queluz e o presumível homicida também possui uma clínica idêntica na Amadora. Segundo avançaram, o crime poderá estar relacionado com a partilha de heranças.

"Há cerca de um ano houve uma chamada feita para a polícia, de uma senhora que morreu hoje, a dizer que estava a ser ameaçada de morte com uma arma pelo suspeito", avançou fonte da PSP.

De acordo com a mesma fonte, "nesse dia, a polícia foi à zona, conseguiu encontrar o suspeito, revistou o carro, o suspeito autorizou também uma busca à casa e não foi encontrada arma nenhuma".

A fonte disse, ainda, que "as ameaças a esta senhora tiveram início há cerca de dois anos", tendo a vítima contratado um segurança privado "que a acompanhava sempre há cerca de um ano" e que acabou também por ser uma das vítimas mortais.

Os corpos ainda não foram retirados do local, na medida em que ainda decorrem perícias policiais.

No local, a combater o fogo, estiveram 10 bombeiros, apoiados por quatro veículos, dois dos quais ambulâncias.

A Polícia Judiciária procede a investigações no local, tendo, entretanto, chegado uma equipa de apoio do INEM, que irá prestar apoio psicológico a alguns familiares dos mortos, que se encontram nas imediações.

* com LUSA

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