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Afonso Dias "em choque" e "incrédulo" com a condenação no caso Rui Pedro

Afonso Dias "em choque" e "incrédulo" com a condenação no caso Rui Pedro

O arguido do caso Rui Pedro, Afonso Dias, ficou "em choque" e disse que "não acreditava" ter sido condenado a três anos e seis meses de prisão pelo Tribunal da Relação do Porto

O advogado do arguido, Paulo Gomes, adiantou que Afonso Dias, camionista profissional, se encontra "fora do país, em viagem e a trabalhar".

O advogado afirmou que o seu constituinte "ficou em choque, naturalmente", dizendo que "não era possível".

"Para ele, é um absurdo completo", acrescentou Paulo Gomes.

Paulo Gomes diz que o tribunal baseou a sua decisão no depoimento prestado por uma prostituta, Alcina Dias, que terá estado com Rui Pedro, no dia em que o então menor de 11 anos desapareceu, 4 de março de 1998.

Para o causídico, no entanto, esse testemunho não tem credibilidade. "Se o depoimento desta senhora servir para condenar o Afonso Dias, em Portugal não há processo para resolver". "É uma vergonha. É incrível", considerou Paulo Gomes.

Logo após conhecer a decisão da Relação do Porto, o advogado anunciou que iria recorrer para o Supremo Tribunal de Justiça, para tentar "provar que o Afonso Dias não tem nada a ver com isto".

Paulo Gomes alegou que "a decisão de primeira instância era a decisão correta".

Recorde-se que, no primeiro julgamento, o tribunal de Lousada absolveu o arguido por falta de provas.

A família de Rui Pedro e o Ministério Público não se conformaram com essa decisão e recorreram para o Tribunal da Relação do Porto.

Questionado sobre se Afonso Dias poderia pode quebrar o silêncio que manteve durante o seu julgamento, Paulo Gomes respondeu que ele "já falou três ou quatro vezes em processo".