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Arquivado inquérito instaurado a Otelo

Arquivado inquérito instaurado a Otelo

O Ministério Público arquivou o inquérito instaurado a Otelo por ter admitido a possibilidade de "um golpe militar". O tenente-coronel não ficou surpreendido, uma vez que se limitou a expressar uma opinião em liberdade.

Otelo Saraiva de Carvalho disse que já esperava o arquivamento da queixa-crime contra si, relacionada com declarações feitas à Agência Lusa, em novembro de 2011, uma vez que se limitou a expressar uma opinião em liberdade.

O Ministério Público arquivou o inquérito instaurado a Otelo, devido às declarações à Agência Lusa, em que o tenente-coronel admitiu a possibilidade "um golpe militar", caso fossem "ultrapassados os limites" em Portugal.

O "capitão de Abril" disse que já esperava a decisão -- de que também tinha conhecimento -, e afirmou que a queixa apresentada não tinha razão de ser.

"Não havia de facto qualquer razão que motivasse alguém a apresentar uma queixa-crime devido à liberdade de opinião emitida por alguém que se expressou da forma como o fiz em novembro, quando falei à agencia Lusa", disse.

Otelo disse ter aguardado "com tranquilidade" o desfecho deste processo, tendo avançado que os autores da queixa só poderiam ter um objetivo: "Ver-me novamente preso".

Em relação às declarações que estiveram na origem deste processo, Otelo reafirma-as, sublinhando que "é missão patriótica das Forças Armadas, quando o sentimento do povo é de total impossibilidade de suportar o que lhe é imposto, fazer uma operação militar no sentido de derrubar o governo, mesmo que este tenha sido eleito democraticamente".