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Ataques às Finanças podem ter vindo de anarquistas

Ataques às Finanças podem ter vindo de anarquistas

Os ataques com cocktails molotov contra várias repartições de Finanças, em Lisboa, na madrugada desta quinta-feira, podem ter vindo de grupos anarquistas, segundo fontes policiais adiantaram ao JN.

Embora sejam ataques de pequena escala, é a primeira vez que se verificam em Portugal num contexto de contestação social e de uma greve geral, o que está a deixar muito preocupadas as autoridades, tendo em conta o que tem acontecido na Grécia e em Itália.

As suspeitas recaem sobre anarquistas devido a informações já anteriormente recolhidas pela PSP, que davam conta de movimentações de grupos mais radicais para a prática de actos de vandalismo.

Os ataques ocorreram em Benfica, na Rua Amélia Rey Colaço, em Alvalade, na Rua do Centro Cultural, e na Penha de França, na Rua General Roçadas.

Os atentados com cocktails molotov foram praticados em Benfica e em Alvalade, mas nos três casos os atacantes empregaram objectos pesados, eventualmente martelos, para quebrar os vidros e lançar depois para o interior os engenhos incendiários.

Na Penha de França foi lançada também tinta vermelha contra as escadarias da repartição, com recurso a uma garrafa de cerveja de litro atirada contra o edifício, tendo ficado restos da garrafa.

Não houve testemunhas dos ataques, uma vez que todos eles ocorreram antes das seis da madrugada, segundo populares ouvidos pelo JN que residem ou têm negócios na zona. Os casos estão a ser investigados pela PSP e pela Polícia Judiciária e é provável que venham a recair no DIAP de Lisboa.

Hoje ao início da tarde, também, no Largo de Saldanha, e pouco antes da manifestação que partiu do Marquês de Pombal, um grupo de jovens tentou forçar a entrada num centro comercial local, mas a intenção foi gorada pela intervenção da PSP, que receou que pretendessem cometer actos de vandalismo.