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Ex-mulher avisou Sócrates de que ia ficar em preventiva

Ex-mulher avisou Sócrates de que ia ficar em preventiva

A ex-mulher de José Sócrates, Sofia Fava, e o filho leram os mandados de busca ao ex-governante quando ele ainda estava em Paris. No recurso para o Tribunal da Relação de Lisboa, este facto é usado como argumento para afastar o perigo de fuga alegado pelo juiz Carlos Alexandre para fundamentar a prisão preventiva.

Estava José Sócrates em Paris, no passado dia 20 de novembro, quando um dos seus filhos lhe ligou para o telemóvel a avisar ter sido alvo de uma busca para apreensão de um antigo computador do ex-primeiro-ministro. Assim soube das detenções dos outros arguidos e dos termos dos mandados de busca, com o seu nome. De seguida, a ex-mulher Sofia Fava informou-o de que também tinha sido alvo de buscas e do teor dos mandados, a partir dos quais perceberam que o objetivo da investigação era colocar Sócrates em prisão preventiva.

Este episódio é relatado pelos advogados João Araújo e Pedro Delille, no recurso para o Tribunal da Relação de Lisboa, como argumento para afastar o perigo de fuga alegado pelo juiz Carlos Alexandre para fundamentar a prisão preventiva. É que, na tese dos defensores, sabendo que iria ser detido e posteriormente preso, a apresentação do ex-governante poderia ser entendida como voluntária. Até porque, dizem João Araújo e Pedro Delille, se quisesse fugir, em vez de regressar a Portugal, teria ido diretamente para o Brasil, onde tinha uma reunião, a 24 de novembro, no âmbito das suas funções ao serviço da Octapharma, como consultor da farmacêutica para a América do Sul.

Sócrates - recorde-se - viria a ser detido pelas 23 horas do dia 21 de novembro à chegada ao aeroporto de Lisboa, por agentes da Divisão de Investigação Criminal da PSP de Lisboa e da Autoridade Tributária e Aduaneira.

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